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Bombeiros mortos soterrados eram instrutores de salvamento terrestre

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 2 min

O tenente Matheus Augusto Bercke, 28 anos, e o sargento Wesley Ferreira, 36 anos, que foram soterrados em uma fossa anteontem, no Jardim Paineiras, eram instrutores de salvamento terrestre. Inclusive, participaram, exercendo esta função, de um estágio de aperfeiçoamento de bombeiros em operações em poços nesta semana.

O 1º tenente do Corpo de Bombeiros de Bauru Marcos Ricardo Poloniato acredita que o que ocorreu foi uma fatalidade e que não houve erros por parte dos bombeiros. “O que aconteceu foi um deslizamento de terra de duas fossas que existiam nas proximidades desta terceira onde veio a falecer o senhor Antônio dos Santos. Foi uma grande fatalidade. Quem vai constatar isso mesmo é a polícia científica através da perícia, mas todos os outros bombeiros que estiveram no local acreditam que não teve muito o que fazer mesmo não. Eles foram pegos de surpresa”, afirma.

Poloniato informou também que os bombeiros sabiam da existência das três fossas e que a própria parede delas serviu de escora, portanto as normas de segurança foram respeitadas. “As fossas eram de alvenaria e permaneceram intactas no primeiro momento, o que aconteceu foi que estourou o fundo de uma delas que ainda continha fluidos. Mas a própria fossa já fazia a escora”, diz.

Quanto à opção da entrada dos bombeiros no local do acidente, Poloniato explica que foi uma atitude correta. “Se continuassem com a retroescavadeira iria danificar o corpo do pedreiro e, por isso, eles optaram por não fazê-lo. O procedimento foi correto”, finaliza.

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Polícia apura

Marcelo Nagib Haddad, delegado titular do 3º Distrito Policial, informa que ontem foi instaurado um inquérito policial por motivo de morte suspeita do pedreiro Antônio dos Santos e dos dois bombeiros mortos no Jardim Paineiras anteontem.

A Polícia Civil, através do 3º DP, irá apurar as causas do acidente. Serão solicitados laudos técnicos e testemunhas serão ouvidas. Também será averiguado se o operário tinha habilitação técnica para fazer o serviço e se o equipamento de segurança adequado foi disponibilizado ao trabalhador.

O inquérito não foi caracterizado como acidente de trabalho para prevenir que os resultados não sejam nulos no caso de Antônio dos Santos não ter vínculo trabalhista. O prazo para o encerramento das investigações é de 30 dias. O dono da casa onde o acidente ocorreu não quis se manifestar.

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