• Temor no ar
Setores da municipalidade se mostraram preocupados ontem com a possibilidade de a diretoria regional do Banco do Brasil adotar algum mecanismo judicial para tentar barrar a negociação em curso da operacionalização da folha de pagamento dos servidores públicos, praticamente fechada com a Caixa Econômica Federal (CEF), que apresentou a melhor proposta - R$ 19 milhões.
• Por Bauru
O que toda a cidade espera desta disputa - até agora saudável para os cofres públicos e para as instituições - é que ela continue no campo mercadológico, ou seja, leva quem dá mais. O tapetão jurídico neste caso seria imensamente prejudicial a Bauru e o que poderia parecer uma vitória para quem recorresse à Justiça certamente se transformaria numa custosa derrocada.
• Nem Lula
Ambas as instituições têm um bom nome e uma credibilidade a zelar no campo bancário, ainda mais sendo entidades públicas. No terreno político, o presidente Lula, que por sinal apoiou o atual governo municipal na fase eleitoral, certamente não gostaria de ver um banco federal prejudicando uma cidade que também é dona do Banco do Brasil e mesmo da Caixa Federal. Uma cidade, aliás, que não tem visto a cor do dinheiro federal.
• Há débitos
O Banco do Brasil está em débito com Bauru por algumas razões, sendo a última delas a desativação da Gerel, gerência de logística. Seria péssimo para as relações do BB com os cidadãos levar a discussão sobre a compra da folha de pagamento para um cenário incerto e que só faria por deixar a municipalidade privada de recursos que lhe são devidos. Pois não se trata de nenhuma doação, mas sim de uma negociação aberta.
• Diferenças
A chefia da Gabinete da Câmara fez as contas e constatou que a negociação do Legisaltivo com os bancos estatais gerou melhor dividendo per capita que a situação da prefeitura. Enquanto nas Cerejeiras para cada servidor a CEF ofereceu R$ 2.000,00, para a Câmara a proporção foi de R$ 2.245,00.
• Desencontros 1
Em se tratando de um governo novo, composto de secretários jovens, não é de se estranhar o posicionamento de um secretário não ser idêntico ao de um colega. Mas ontem, na audiência pública sobre a dívida da Funprev, não houve como não perceber que Renato Gragnani, da Administração, e Marcos Garcia, da Finanças, não conversaram antes da reunião pública.
• Desencontros 2
Para responder à Funprev sobre o estudo de segregação de servidores para estancar déficit previdenciário, Gragnani argumentou que o prefeito lhe disse que não estava ciente das hipóteses apresentadas na audiência, contrariando o dado vindo da fundação de que o documento estava no Palácio das Cerejeiras. Garcia teve de consertar, dizendo que estava sim na administração, mas com ele, em estudo.
• Revisão bianual
O líder do prefeito na Câmara Municipal, Renato Purini (PMDB), defendeu junto ao prefeito que a revisão na base de valor de mercado (venal) dos imóveis em Bauru seja realizada a cada dois anos, para que o lançamento do IPTU pratique justiça tributária e de apuração real.