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EUA: economia encolhe 6,1%; juros são mantidos

Folhapress
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Nova York - A economia americana teve nova contração significativa no primeiro trimestre do ano e encolheu 6,1% na taxa anualizada. Houve um colapso nos investimentos privados, que caiu à metade em relação a igual período em 2008, subtraindo 8,8 pontos percentuais do PIB. O recuo de 6,1% superou a média das expectativas, que apostavam em uma contração máxima de 4,7%, e veio na sequência da queda recorde de 6,3% no último trimestre do ano passado.

Os EUA não atravessavam um período de contração tão longo quanto o atual (ele já dura nove meses) desde o primeiro trimestre de 1975. Já a intensidade da desaceleração nos últimos seis meses terminados em março é a maior em 51 anos. Nos EUA, o consumo responde por 70% do crescimento do PIB, daí o relativo otimismo do mercado. A reação do consumo foi impulsionada, principalmente, pela queda nos preços da gasolina e pela promoções do comércio.

Os próximos meses serão cruciais para determinar se essa demanda dos consumidores vai se sustentar, já que o desemprego no país, hoje em 8,5%, deve continuar crescendo.

BC mantém juros

O Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) manteve ontem, por unanimidade, sua taxa de juros no patamar em que se encontra desde dezembro do ano passado, uma margem de variação entre zero e 0,25%. Trata-se da terceira reunião consecutiva em que o Fed mantem a taxa no menor nível de sua história.

As taxas muito baixas fazem com que o Fed não tenha a arma dos juros para tentar estimular a economia americana e tirá-la da recessão em que mergulhou em dezembro de 2007. Juros baixos tornam o dinheiro mais barato para os bancos, o que, em tese, deveria baratear empréstimos para empresas e pessoas físicas. Com a taxa quase a zero, o Fed não tem como tornar a captação de recursos mais atraente para os bancos.

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