Bairros

Penumbra assusta pedestres na Nações

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 3 min

Um dos principais símbolos da cidade não tem os ‘holofotes’ que merece. Com falhas em seu sistema de iluminação - em toda a extensão -, a avenida Nações Unidas, apesar de ser uma das mais importantes artérias de tráfego em Bauru, gera risco de acidentes por falta de iluminação artificial, principalmente para pedestres que cruzam a via diariamente.

Com aproximadamente 80 lâmpadas fora de funcionamento, o sistema de iluminação da avenida é atribuído, em parte, à prefeitura e, em outra, à CPFL Paulista. Com cerca de 300 lâmpadas - conforme a assessoria de imprensa da prefeitura -, a Secretaria Municipal de Obras tem responsabilidade pela iluminação nos trechos compreendidos entre a avenida Moussa Tobias e rua Marcondes Salgado, e entre avenida Duque de Caxias e trevo com a rodovia Marechal Rondon (SP-300). Além desses lotes, a prefeitura, também de acordo com assessoria de comunicação, é responsável pela manutenção dos pontos de luz “decorativos”, fixados sobre postes com dez metros de altura, cada um com quatro lâmpadas.

A maior concentração de pontos falhos encontra-se, justamente, em áreas de maior trânsito de pedestres, como no entorno do Terminal Rodoviário e no Parque Vitória Régia, que concentram pontos de ônibus e área para caminhadas, todos trechos sob alçada da prefeitura. “A gente precisa de segurança, tem muita lâmpada queimada. Dá um certo medo, passo direto por aqui para ir à faculdade”, observa a universitária Rafaela Martinelli, 19 anos, que diariamente passa nas proximidades do Terminal Rodoviário, logo após o anoitecer, para ir à faculdade.

Nesse ponto, exatamente em frente a dois pontos de ônibus cheios de pedestres em horários de pico, dois postes seguidos no canteiro central - cada um abrigando duas lâmpadas - são inócuos para os transeuntes que aguardam coletivos ou atravessam a avenida.

“Dá um certo medo, principalmente nesse horário (início da noite)”, testemunha a estudante Mayara Letícia Almeida Abílio, 18 anos. “Tem dia que perco o ônibus e fico sozinha nesse lugar. Quando chega alguém perto, a gente sente um pouco de medo. Se tivesse mais iluminação sentiria um pouco mais de segurança”, acredita. “Se está escuro e alguma pessoa tenta algo comigo aqui, uma pessoa que está do outro lado (da avenida) não vai saber o que está acontecendo”, exemplifica a jovem.

Quem trabalha na avenida também se preocupa com a penumbra. É o caso de Marlene Alves Malheiro Oliveira, que diariamente monta um carrinho de churrasquinho na região da Rodoviária. “É muita circulação, e a gente não sabe quem vem ou quem vai”, comenta a vendedora.

“Eles (prefeitura) passam por aqui e trocam as lâmpadas. Mas elas param de funcionar sempre”, opina o autônomo Osvaldo da Silva Oliveira, 42 , que também trabalha nas proximidades do Terminal Rodoviário.

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‘Faça-se a luz’

Apesar de poucas lâmpadas queimadas serem de alçada da CPFL Paulista, a assessoria de imprensa da empresa garante que as luminárias são periodicamente trocadas, assim que constatado o problema por parte de equipes que percorrem a cidade. O que atrasaria, entretanto, a reposição das mesmas, ainda de acordo com a assessoria, seria a incidência de defeitos em datas fora do itinerário dos inspetores. Nesse caso, segundo a empresa, basta entrar em contato com a companhia, pelo telefone 0800-0101010, que o reparo é garantido em, no máximo, 24 horas, exceto em dias de chuvas. A CPFL é responsável pela iluminação “convencional”, nos tradicionais postes de concreto observados em toda a cidade, nos pontos da Nações entre a rua Marcondes Salgado e avenida Duque de Caxias e na fatia compreendida entre o trevo da SP-300 e região do Zoológico Municipal.

Já a prefeitura, novamente por meio de sua assessoria de comunicação, antecipa que a Divisão de Energia Elétrica da Secretaria de Obras já está empenhada no aluguel de um caminhão “munck”, específico para os reparos nos postes, para efetuar a substituição de lâmpadas queimadas na área de sua responsabilidade.

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