Economia & Negócios

Circular: audiência tenta evitar greve

Por Juliana Franco | Com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Devido ao impasse nas negociações sobre o reajuste salarial dos trabalhadores das três concessionárias de transporte que atuam na cidade, representantes da Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb) e do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte de Bauru e Região (Sindtran) foram convocados para uma audiência, que ocorre hoje, às 14h. O encontro foi solicitado pelo procurador do trabalho Marcos Vinícius Gonçalves e será realizado no prédio da Procuradoria do Trabalho.

Segundo José Rodrigues da Silva, presidente do Sindtran, caso não haja um acordo entre as partes, a partir de quinta-feira - último dia para as negociações -, os trabalhadores podem paralisar as atividades. A possibilidade de greve foi adiantada pelo JC em sua edição de sábado.

O presidente afirma que, desde o início de maio, os trabalhadores discutem com os representantes patronais o aumento de salário - o piso atual é de R$ 1.030,00 - e acréscimo nos benefícios. Os trabalhadores pediam reajuste de 16%, R$ 600,00 de participação nos resultados (que atualmente é de R$ 120,00) e dobrar os R$ 150,00 pagos como tíquete-refeição.

De acordo com a assessoria de imprensa da Transurb, a proposta da associação é reajuste de 6%, referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), 20% a mais no tíquete-refeição e aumento da participação nos lucros para R$ 360,00, a serem pagos em duas parcelas.

A proposta foi recusada pelo sindicato. “Vamos esperar até o último momento para uma nova proposta, já que a categoria não aceitou o que foi ofertado. Caso a situação não mude, podemos parar a qualquer momento”, afirma Silva.

Se o movimento for confirmado, cerca de 800 trabalhadores devem cruzar os braços. O presidente do sindicato informou que a população será avisada sobre a suspensão dos trabalhos. Folhetos informativos serão distribuídos.

Por meio de nota, a assessoria da Transurb informou que o salário dos funcionários é o principal formador de custo da tarifa do sistema de transporte coletivo. Assim, afirma a assessoria, as empresas oferecem “de forma responsável o reajuste para a categoria”, já que aumentos seriam transferidos ao preço da passagem.

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