Internacional

Culto reúne milhares na catedral de Notre-Dame


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Paris - Com um disputado culto multirreligioso que reuniu milhares de pessoas na catedral de Notre-Dame, em Paris, a França homenageou de forma emotiva e com alta representação política as vítimas do vôo 447. Por cerca de uma hora, a agitação em torno de uma das principais atrações turísticas de Paris foi trocada ontem por um tom solene, enquanto parentes e amigos de passageiros, autoridades e centenas de funcionários da Air France davam adeus aos ocupantes do vôo.

Cerca de 4 mil pessoas acompanharam a cerimônia, dentro e fora da catedral. Entre os presentes ao culto estavam o presidente da França, Nicolas Sarkozy, a primeira-dama, Carla Bruni, e o ex-presidente Jacques Chirac, que se juntaram a outras personalidades políticas. Diante do público, 228 velas foram acesas, lembrando as pessoas que estavam a bordo. O consulado brasileiro em Paris informou que o chanceler francês, Bernard Kuchner, estará no culto previsto para hoje na igreja da Candelária, no Rio.

Os sinos da Notre-Dame anunciaram o início da cerimônia. Ela foi aberta com uma mensagem do papa Bento XVI, lida pelo arcebispo de Paris, André Vingt-Trois, na qual o pontífice disse estar “espiritualmente com as vítimas”.

Alguns brasileiros estavam no local, entre eles um grupo de amigas do maestro Silvio Barbato, passageiro do vôo. “Estava em Barcelona quando soube da tragédia e decidi prestar esta última homenagem”, contou Jô Abdu, que trabalhou com Barbato no Municipal do Rio.

O arcebispo de Paris leu ainda um trecho de “O Pequeno Príncipe”, do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, que também desapareceu em um acidente aéreo sobre o mar.

Funcionários da empresa foram em massa ao culto. De uniforme, não conseguiam disfarçar o choque. “Perdi duas grandes amigas”, chorava a comissária Charlésia Abderrcheman.

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