Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Para debate público

Como tem feito seguidamente com os grandes temas municipais e regionais, o JC lança hoje à discussão da opinião pública um desejo do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) de emprestar R$ 100 milhões, via PAC (que não é de graça), para acelerar as obras do tratamento de esgoto da cidade e terminá-las ainda em seu mandato.

• Mudança no discurso

Com essa atitude, anunciada na semana passada pelo JC, Rodrigo muda sensivelmente seu discurso de campanha, quando defendeu a busca de empréstimo, mas ressaltando que a prioridade seria encontrar dinheiro a fundo perdido (sem que a prefeitura tenha de pagar por ele). Agora fala em empréstimo, o que, por sinal, era proposta de seu adversário, Caio Coube (PSDB).

• Terminaria em 2012

Na hipótese de obter um empréstimo e contratá-lo no início de 2010, o prefeitura terminaria a obra em 2012, no último ano de seu governo. Porém, há dinheiro sendo arrecadado mensalmente da população e que está guardado no Fundo de Tratamento de Esgoto. O caixa atual é de R$ 25 milhões.

• Cedo ou tarde, sairá...

A pergunta é: vale a pena arrumar mais R$ 100 milhões em dívidas, que dobrariam em poucos anos? Não se trata de interferir no trabalho do prefeito, eis que muitas (a maioria) de suas decisões são pessoais (foi eleito para isso). Mas um empréstimo deste porte precisar ser avaliado com a cidade, uma vez que a o tratamento do esgoto será feito, mais cedo ou mais tarde.

• Participação popular

Até o final do mês, a prefeitura vai realizar uma série de reuniões em bairros para elaborar o Plano Plurianual (PPA). Numa jogada de marketing político, Rodrigo transformou-o em Orçamento Participativo. Amanhã, às 19h, a plenária é para ouvir moradores do Centro da cidade, no Sindicato do Comércio Varejista, na avenida Nações Unidas.

• Vai parar na Justiça

O projeto de lei que determina a divulgação no Diário Oficial dos nomes dos assessores de confiança e seus cargos e salários será questionado na Justiça. A Câmara derrubou o veto do prefeito ao projeto de Roque Ferreira (PT). O prefeito moverá uma ação diretora de inconstitucionalidade, no Tribunal de Justiça.

• Pressão dos aliados

O vereador Roque Ferreira acredita que pelo prefeito ele não vetaria e nem entraria na Justiça para não cumprir a lei de sua. No entendimento do parlamentar, o veto de Rodrigo vem de pressões de gente da própria base aliada. Resta saber de quem. Na prefeitura? Ou na Câmara?

• Exemplo por aí fora

Em Barra Bonita, o prefeito José Carlos de Mello Teixeira divulgou todos os nomes no site oficial da administração, mas omitiu as gratificações que ocupantes de cargos de confiança têm direito. Em Marília, uma entidade de defesa da cidadania foi à Justiça para obrigar a prefeitura a fornecer os nomes.

• Na cola dos devedores

Roque vai insistir com o prefeito para saber que tipo de providência ele tem tomado contra os megadevedores de água do município. O petista garante que teve acesso à lista de alguns “afortunados” que devem ao Departamento de Água e Esgoto (DAE). Há uma conta de R$ 600 mil. Os nomes desses inadimplentes não será divulgado porque estaria quebrando o sigilo.

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