Lamentável o projeto de lei proposto pelo deputado Milton Flávio, visando “banir militares de nomes de rua”, conforme manchete no Jornal da Cidade, de 4 p.passado. Melhor dizendo, o deputado paulista, por ociosidade ou falta do que fazer, pretende apagar da memória do povo, os méritos que os governos militares perpetuaram em obras públicas das mais importantes para o País, que eles construíram durante os anos de chumbo, de repressão e tortura aos comunistas que queriam cubanizar o Brasil. Será que o Brasil estaria vivendo hoje uma democracia se os governos militares enfrentassem com flores e boa educação os guerrilheiros comunistas?
Se o deputado não se lembra, a população se lembra muito bem algumas das obras importantes que os governos militares construíram enquanto lutavam contra o inimigo. Na época não havia corrupção. Os políticos respeitavam o dinheiro público, sobravam verbas para obras, como por exemplo: quem não se lembra da ponte Rio-Niterói, dos aeroportos de Cumbica e Viracopos, das diversas rodovias como Castelo Branco, dos metrôs, dos hospitais, das escolas, das universidades, das usinas hidrelétricas (Itaipu, a maior do mundo) e Ilha Solteira, BNH, Projeto Rondon, Projeto Mobral, Projeto Pró-Álcool, que revolucionou o sistema energético nacional e projetou o Brasil internacionalmente. Só do que me lembro.
Não podemos nos esquecer, que durante o regime militar, a população contava com desenvolvimento, emprego, segurança pública, ordem, respeito, austeridade, civismo e ética, que hoje infelizmente não existem mais. Nunca na história deste País, houve tanta corrupção, assalto aos cofres públicos, violência assustadora e tanta impunidade, como nos últimos mais de 20 anos de democracia. O Brasil está mergulhado num mar de lama, desordem, invasões e vandalismo do MST, terrorismo do PCC, crime organizado, mensalões, anões do orçamento, propinas, improbidades administrativas, caixa 2, passagens aéreas para os parlamentares, seus familiares e amigos, auxílio-residência para parlamentares que têm casa em Brasília, cartões corporativos, etc. Por isso tudo, a população, quem não era político ou comunista, sente saudades da época do regime militar. Com o PSDB, de FHC e Covas, vieram as privatizações malfadadas, venderam as ricas estatais por preço irrisório. Acabaram com as ferrovias nacionais e os saudosos trens de passageiros, que viraram sucata e que muita falta estão fazendo e encheram as rodovias de acidentes e de pedágios caríssimos, promovendo o enriquecimento das felizes concessionárias, inclusive de serviços públicos essenciais. A extinção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, da Cia. Paulista de Estrada de Ferro e da Central do Brasil foi um crime de lesa-pátria, irracional e imperdoável.
Dorival Cury