• Volta à ativa
O presidente da Câmara, Pastor Luiz Carlos Barbosa (PTB), voltou a criticar a atual administração municipal em relação à transição entre a gestão anterior e a de Rodrigo Agostinho (PMDB). Para o chefe do Legislativo, o prefeito errou ao não promover a transição efetiva e, por isso, muitos problemas previsíveis estão surgindo agora, como o do transporte escolar.
• Enfim, o PAC
É preciso fazer menção elogiosa à aprovação de recursos para um projeto de drenagem (R$ 4 milhões) e outro de interligação de bairros (R$ 2 milhões), assinados ontem, em Brasília, pelo prefeito Rodrigo Agostinho, verba do festejado PAC a fundo perdido. Depois de anos sem recursos federais, eis a primeira realização concretizada em convênio no início deste governo.
• Lição de casa
Ao mesmo tempo, a timidez dos pedidos - por falta de projeto executivo para as obras - serve de alerta para que a administração arregasse as mangas e contrate o mais rápido possível (mão-de-obra ou o serviço) novos projetos para outras etapas de programas do PAC, como o de drenagem urbana. Pedimos o único projeto disponível, por isso tivemos R$ 6 milhões.
• Comparações
As prefeituras que estavam mais organizadas em relação às suas demandas confirmam que poderíamos obter muito mais. Carapicuíba conquistou R$ 22,6 milhões em obras de combate a enchentes, a pequena Tupã levou R$ 24,6 milhões, Taboão da Serra vai receber nada menos do que R$ 94,2 milhões, Sumaré terá R$ 20 milhões, Rio Preto R$ 34,4 milhões e Ribeirão Preto R$ 52 milhões do mesmo programa que Bauru.
• Macrodrenagem
Nos últimos quatro anos, a prefeitura levantou pontos de instalação de barragem, necessidade de piscinões e outras tantas obras de drenagem e recuperação de fundos de vale que poderiam e deveriam estar disputando fatias maiores dos R$ 4 bilhões liberados ontem pelo governo federal. Mas só fizemos os projetos básicos, não avançamos para cumprir as exigências. Eis mais uma demanda que Rodrigo terá de tirar da gaveta, e rápido.
• Pela orientação
O prefeito disse ontem, de Brasília, que será realizado em Bauru, no dia 17 de julho, um encontro com técnicos de diferentes ministérios para orientação a prefeitos de toda a região sobre procedimentos, normas e encaminhamentos para obtenção de recursos federais em diferentes programas. Tem gente que não sabe nem preencher o formulário e quer verba federal.
• Jornada de 6h
A Emdurb tem de equacionar urgentemente, junto ao Ministério Público do Trabalho, a antiga pendência em relação à jornada dos coletores. No passado, um acordo estabeleceu redução da jornada para seis horas. Isso tem tirado o sono da direção da empresa municipal e agitado os coletores e alguns outros setores junto ao sindicato da categoria.
• Produtividade
Agora, na iminência da questão voltar à mesa de negociação com os trabalhadores, ainda está em aberto a definição entre o que rezam os contratos e as aplicações a serem efetivadas pela empresa municipal. Junto do tema está a discussão sobre o fim ou não do terceiro turno e até mesmo a própria produtividade da Emdurb, que pode e precisa ser melhorada.