Internacional

Maior pedaço do airbus chega ao Recife para ser periciado


| Tempo de leitura: 1 min

Recife - Chegaram ontem a Recife centenas de destroços do Airbus que caiu no oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo. O maior fragmento recolhido até agora, que seria uma parte da cauda do avião, está entre os detroços. As peças foram trazidas pela fragata Constituição, da Marinha brasileira. Para uma primeira análise, o governo francês enviou um perito do BEA, a agência francesa que comanda as investigações técnicas. Ele definirá onde os destroços ficarão armazenados e quando serão enviados à França.

O primeiro lote, com 37 peças recolhidas, foi apresentado ontem em Recife (PE) pela Aeronáutica. Os destroços não apresentavam sinais de chamuscamento nem de deformações causadas por fogo. Especialistas ouvidos pela reportagem disseram que isso corrobora a hipótese de que o avião se desintegrou no ar, sem explosão. Os corpos de mais 21 vítimas eram esperados ontem no Instituto de Medicina Legal (IML) de Recife (PE), onde será realizado o trabalho de identificação. Foram resgatados 50 corpos.

No arquipélago de Fernando de Noronha, os corpos passam por uma pré-identificação, na qual peritos da Polícia Federal e da Polícia Científica fazem a retirada de impressões digitais e material genético, registram fotos de pertences e procuram sinais como tatuagens.

Para os trabalhos de identificação dos brasileiros, foram solicitados prontuários civis das vítimas às secretarias da Segurança Pública dos respectivos Estados. No caso dos estrangeiros, a Interpol auxilia no levantamento de informações.

Até ontem, nenhum corpo tinha sido identificado. Eles estão irreconhecíveis e em adiantado estado de decomposição, o que inviabiliza o reconhecimento visual.

Comentários

Comentários