• Estudo liga uso de pílula com incontinência
Trabalho realizado pela Universidade Harvard, nos EUA, aponta que mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais podem ter mais riscos de apresentar algum grau de incontinência urinária. Os resultados foram publicados no “Journal of Urology’’. Os pesquisadores avaliaram quase 22 mil mulheres com idades entre 37 e 54 anos e constataram que 749 delas tiveram incontinência pelo menos uma vez por semana. Aquelas que usavam pílula eram 27% mais propensas a ter, toda semana, a perda involuntária de urina, comparadas àquelas que nunca tomaram pílula.
• Doenças cardiovasculares
O Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, iniciará, no segundo semestre, um mapeamento genético de emergências cardiovasculares. O hospital vai monitorar cerca de 2.000 pacientes que derem entrada no pronto-socorro com problemas cardiovasculares diversos, como crise hipertensiva, angina, AVC (acidente vascular cerebral), parada cardiorrespiratória, arritmia e insuficiência cardíaca.
• Doenças cardiovasculares - 2
Serão coletadas amostras de sangue desses pacientes, que serão processadas no ambulatório de biologia molecular. Além de verificar quais genes estão ativados no paciente no momento da crise, será possível identificar eventuais mutações - o que pode definir o tratamento individualizado, segundo as características genéticas de cada pessoa. O objetivo do Dante é testar cerca de 500 mutações genéticas em cada paciente com crise aguda e, a partir desses registros, personalizar o tratamento dessas doenças.
• Micróbios da obesidade 1
Em termos numéricos e de diversidade, as bactérias no intestino de uma única pessoa superam toda a população humana no planeta. São dezenas de trilhões de microrganismos de milhares de famílias genéticas distintas que compõem o microbioma que ajuda o organismo a realizar uma grande variedade de funções digestivas e regulatórias, muitas das quais ainda pouco compreendidas. Como essa mistura microbiana está ligada a mudanças associadas à obesidade, ela se configura uma questão clínica importante que tem recebido bastante atenção da pesquisa médica. Agora, um novo estudo indica que a composição dos micróbios no intestino pode conter uma chave para uma das causas da obesidade e, consequentemente, o prospecto de um futuro tratamento para o problema que atinge milhões de pessoas em todo o mundo.
• Micróbios - 2
Em artigo publicado no site “Proceedings of the National Academy of Science”, um grupo de pesquisadores nos Estados Unidos descreve uma relação entre diferentes populações microbianas no intestino e peso corporal. A ligação foi verificada em três grupos distintos de indivíduos: com peso normal; que passaram por cirurgia de redução do estômago; e pacientes com obesidade mórbida. A obesidade é uma condição séria associada com diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e outros problemas. Nos Estados Unidos, cerca de 300 mil pessoas morrem todos os anos de doenças relacionadas à obesidade. Segundo os autores do estudo, populações microbianas distintas no intestino fazem com que o corpo precise de mais energia, tornando-o mais suscetível a desenvolver obesidade. São diferenças pequenas, mas que, com o tempo, afetam grandemente o peso do indivíduo.
• Micróbios - 3
A pesquisa feita em voluntários identificou que a composição microbiana em pessoas obesas era diferente da de indivíduos com peso normal e também daqueles que passaram por cirurgia para redução do estômago. Para os cientistas, o resultado sugere que as drásticas mudanças anatômicas promovidas pela cirurgia afetam o microbioma, o que colaboraria para apontar a eficácia do procedimento no tratamento da obesidade. Os pesquisadores destacam que o estudo é preliminar e que mais trabalhos são necessários para estabelecer as diferenças na composição da microbiota do intestino de acordo com diferenças em idade, dieta e prática de exercícios. Mas apontam a importância da relação encontrada entre as populações microbianas e a obesidade.
• Enxaqueca infanto-juvenil
Predisposição genética, dieta, alterações hormonais e privação de sono estão entre as principais causas de uma doença muito mais freqüente em crianças do que se imagina: a enxaqueca. Essa constatação é de uma pesquisa realizada no Ambulatório de Cefaléia na Infância do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. O autor é o neurologista Marco Antônio Arruda, um dos pioneiros no estudo das cefaléias na infância do País. Durante mais de três anos, a partir do acompanhamento de 417 crianças, entre meninos e meninas, com idade entre 6 e 16 anos, que apresentavam queixas recorrentes de dor de cabeça, o especialista constatou que 94% tinham enxaqueca e apenas 1% dos avaliados apresentava problemas visuais, como miopia e astigmatismo.
• Enxaqueca - 2
A enxaqueca é hereditária. Mais de 80% dos pais das crianças com a doença estudadas na amostra também apresentavam enxaqueca. Segundo a literatura atual, a enxaqueca é uma doença genética que provoca alterações químicas no cérebro que tornarão esse órgão mais sensível a uma série de fatores interno e externos, que acabam desencadeando as crises de dor de cabeça típicas dessa doença. Entre os fatores externos destacam-se o excesso de luminosidade, determinados alimentos (álcool, chocolate, condimentos e derivados do leite), odores e esforço visual. Como exemplos de fatores internos, o pesquisador cita as emoções (tanto negativas quanto positivas), a menstruação e as variações do ciclo do sono (privação ou excesso do sono).