Tribuna do Leitor

Embates


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No esporte bretão, como é do conhecimento público, em geral predomina o fanatismo e é algo degradante, a despeito do júbilo da imensa maioria. Ao invés do entrelaçamento dos torcedores, os mesmos se digladiam, porquanto estão voltados exclusivamente às cores do “seu” clube favorito.

Outrossim, observem os senhores que os jogadores, por culpa dos denominados cartolas que formaram simplesmente uma grandiosa empresa, raras exceções, sequer sabem entoar o hino mais belo do planeta Terra, diria, letra e música, e alguns simplesmente balbuciam, enquanto os alienígenas de quaisquer procedências, desde a regra, os mesmos colocam a mão espalmada sobre o coração. Encômios.

O que é praticado nos estádios ultimamente é de nível inferior, pior, prevalecendo a deslealdade de uma forma até cruel, diria eu, e por que não citar a incompetência de muitos juízes, com agravante segundo a imprensa televisiva, escrita e radiofônica com a conivência do próprio árbitro. Abominável.

Os jogadores viraram uma vitrine andante de anúncios de propaganda de toda a ordem, diga-se de passagem, praticamente pouco faltando para se notar o símbolo do clube que o caracteriza.

“Mestre de obras” recém-chegado... O irmão nordestino sr. Vivaldino esbravejando e lançando em todas as direções perdigotos, acrescentou-me... hein senhor, quantas e quantas obras para a Copa do Mundo de futebol e consequentemente muitos operários após o término das mesmas, eles ficarão vendo “navios” – é o termo usado na minha terra, e o nosso dinheirinho conseguido através do nosso suor, com dedicação e honestidade, vai água abaixo... Num repente, mais do que de repente se cala e com tristura e indignação diz: a nossa “gente” é péssima e os políticos deixaram de existir para se tornarem sócios do herário público e amar o nosso País, grandioso de riquezas e belezas mil, é tão raro quanto o maior e mais precioso diamante descoberto nas Minas Gerais, e que foi denominado pelos politicalhos da época. Dr. Getúlio Dornelles Vargas, o nosso maior político, que sempre nos defendeu, diz: Vivaldino, com toda ênfase – Senhores, o mesmo não tinha sequer um curso nos bancos escolares, mas a sua inteligência era invulgar, impressionante... Igualmnte com a sua demonstrada “sapientia” deixou-me perplexo.

Em resumo, diria que a batalha é campal, externamente e nos gramados, com profundos reflexos perniciosos para a juventude de hoje e do Brasil de amanhã, entretanto os responsáveis dos mesmos levam crianças para assistirem esses gladiadores enfurecidos. “Você, meu irmão, faça fluir do seu coração o amor, tábua da salvação do denominado Organismo Planeta Terra”.

Arthur Monteiro de Carvalho Netto - Min. Tb. 24.444

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