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Vôo 447: familiares já recebem indenização

Folhapress
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Recife - Os parentes das vítimas do vôo AF 447 já começaram a receber um adiantamento da indenização pelas mortes, no valor de 17.500 (cerca de R$ 49 mil) por passageiro, informou Pierre Jean Vandoorne, embaixador francês encarregado de apoiar as famílias.

“É uma primeira ajuda. Esse adiantamento não é um obstáculo para ações judiciais que poderão ser tomadas’’, disse Vandoorne.

Os valores pagos pela seguradora se referem ao dano material. Eles se baseiam na Convenção de Montréal, que define regras sobre o transporte aéreo internacional e a responsabilidade das empresas.

De acordo com Valérie Leselbaum, porta-voz da seguradora Axa, que atua no caso, o adiantamento visa suprir as primeiras necessidades das famílias. “Vamos examinar minuciosamente cada caso para determinarmos, posteriormente, o valor total das indenizações. Não há um limite para o que poderá ser pago”, afirmou.

O total oferecido pela Axa, segundo Maarten van Sluis, irmão da passageira Adriana van Sluijs, é de cerca de R$ 250 mil.

A Justiça do Rio já determinou à Air France o pagamento de indenização a uma família, independentemente do valor pago pela seguradora.

Do lado das vítimas, porém, o pagamento da primeira parcela suscita dúvidas. “Tenho aconselhado os membros da Associação de Defesa dos Direitos das Vítimas do Vôo AF 447 a não aceitarem essa primeira parte. Acredito que possa ser uma armadilha que dificultará outros processos que vamos mover’’, disse disse Thomas Meier, advogado da associação. Segundo ele, as indenizações poderão chegar a 1 milhão (cerca de R$ 2,8 milhões) por passageiro.

Um grupo de parentes tem reunião marcada para hoje de manhã no Rio. A intenção é formar uma comissão para acompanhar as investigações e, eventualmente, entrar na Justiça com uma ação conjunta.

Destroços

Mais 133 pedaços do Airbus da Air France que desapareceu na noite de 31 de maio com 228 pessoas a bordo foram trazidos ontem para Recife (PE), onde outros 400 fragmentos da aeronave já estão guardados.

Os destroços estavam a bordo da corveta Caboclo, primeira embarcação a localizar e recolher objetos e corpos do voo 447. Em missão de 18 dias, o navio resgatou nove dos 50 corpos encontrados até agora.

Segundo o comandante da corveta, capitão Alexandre Taumaturgo Pavoni, nenhum dos corpos recolhidos pela embarcação foi encontrado preso a destroços.

Até ontem, nenhum corpo havia sido identificado no IML de Pernambuco. No local, estão 49 vítimas do vôo 447. Há ainda um corpo no navio-tanque Gastão Motta, que continua na área de buscas.

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