De Maceió chega-se a várias praias paradisíacas. Rapidinho. Uma das mais festejadas no momento é a de Ipióca. A viagem até lá - como a qualquer outro canto da Capital e de Alagoas - é especial. Cheia de sabores e aromas.
O acesso é feito pela rodovia AL-101 Norte que intercala o verde e o azul dos coqueirais e do mar, com o amarelo e o vermelho de frutas típicas que enchem a boca e alegram a visão. Tradicionais doces de caju são vendidos à beira da estrada fazendo com que os visitantes obrigatoriamente parem para saboreá-los.
Eles são oferecidos em formatos e preparações diversas. Tanto em formato de ameixa, quanto em calda e cristalizados. Todos cozidos em enormes tachos em fogão à lenha devidamente fiscalizados por cozinheiras de mão cheia.
A melhor época para a compra: de novembro a fevereiro e agora, de junho a julho. Traga para casa para não se arrepender.
Do engenho para a fama
Ipióca hoje é sinônimo de turismo classe A. No passado essa vilinha bucólica, com areia branca e fininha como talco e com casinhas cobertas com palha de coqueiro, reunia nada menos do que 50 engenhos.
Entendeu o porquê de tantos doces de caju? Caju nas árvores retorcidas até o chão e açúcar em abundância. Doces vendidos aos montes.
Agora, mesmo sem os engenhos - aproveite para conhecer suas antigas sedes - e poucos sítios com fruta em abundância, ainda é possível comprá-los. Um dos doceiros de beira-de-estrada, “seu” João Massu, nos conta que ainda tem a iguaria macia e saborosa para vender porque compra a fruta em outro Estado.
Antes de se entregar aos prazeres do doce, mergulhe sem pressa nas águas cristalinas do lugar e depois almoce com o melhor da gastronomia alagoana.
Se quiser privacidade total e mordomia, procure as amplas instalações dos restaurantes locais: Oca, Vila Chamusca e Hibiscus, cada qual com sua própria identidade e com os seus temperos, que agradam gente de paladar refinado.
No Oca, as conchinhas do mar recheadas com carne de caranguejo, lagosta e camarão, cobertas com purê de macaxeira e polvilhadas com queijo, são uma das estrelas do restaurante; destaque para a moqueca. No comando, Petrúcio e Antônio. Anote o telefone para se guiar: (82) 3234-1196.
O Hibiscus ((82) 9141-4543) localizado na praia de Ipióca, tem redes para descansar, cerveja gelada, coquetéis de frutas e suco de coco; tudo certo para se refrescar do calor. Bateu a fome? Devore o camarão Hibiscus, recheado com queijo coalho e os caldinhos de frutos do mar.
Sob a batuta da alagoana Silvana, o Vila Chamusca, (82) 3355-1639/ 9106-2665) investiu no conceito de comida criativa e arte. Destaque para seus irresistíveis pastéis de camarão e o risoto à moda. Lance-se ao cardápio ao som do melhor da MPB, samba de raiz e jazz, em shows oferecidos pela casa.
Jangadas ao vento
As piscinas naturais de Pajuçara, conhecidas pelos moradores como “galés”, são o cartão-postal mais antigo e mais singelo de Maceió. O passeio na maré baixa dura algumas horas.
Redondas para turistas interagirem nesse paraíso de corais com águas cristalinas e mornas, onde garçons engravatados e de sunga oferecem variedades da gastronomia local e cervejinha nos trinques. O bilhete com hora marcada para a ida e para a volta custa R$ 15,00. É bom antes de sair do hotel conferir a tábua das marés que muda dependendo da época do ano. E, a qualquer estação - mesmo no inverno de lá -, se proteger com chapeú e protetor solar.
Onde nasceu o “Marechal”
Por conta de tanta beleza, a rede Salinas resolveu investir em Ipióca e inaugurou há pouco o resort Salinas de Maceió, perfeito para férias com a família. Construído de forma sustentável, integrando-se à natureza sem agredi-la, fica em local estratégico - entre a mata nativa e o mar - oferecendo aos hóspedes diferenciais: caminhadas, mergulhos, navegação até a piscina natural, sucos de graviola, tapiocas, piscinas cinematográficas...
Na terra dos marechais, um deles, o Marechal Floriano Peixoto, nasceu exatamente ali. Embora não exista mais sua antiga residência, a vilinha conta com um mirante que convida a uma das mais belas visões do mar de Alagoas.
Cercada de história e de cultura, Ipióca ainda conta com uma relíquia: a Igreja de Nossa Senhora do Ó, datada de 1635, ano em que os holandeses invadiram o Sul da Capitania de Pernambuco.
Sob o comando do príncipe Maurício de Nassau, eles construíram no alto do morro um forte. Quando os portugueses os expulsaram, destruíram a fortificação e no lugar ergueram a igreja inaugurada em 1713.
Serviço: Rota do Salinas de Ipióca (82) 2121-0777.