Regional

Polícia Militar apreende material próprio para cerol em loja de Avaré

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Avaré - Após uma denúncia, policiais militares de Avaré (120 quilômetros de Bauru) surpreenderam uma loja, no bairro Bonsucesso, vendendo cerol pronto e produtos para sua confecção, no final da tarde de anteontem. No local foram apreendidos 35 quilos de cola de madeira acondicionada em garrafas pets de refrigerante e um barril; 26 bisnagas de cola de madeira líquida e empedrada (pó); sete armas de brinquedo (pistolas). Além de várias caixas de rojões, bombas e traques, 24 CDs e DVs aparentemente “pirateados”.

A venda de cerol e o armazenamento de fogos de artifício de maneira irregular são práticas proibidas por lei. A loja, localizada na rua Félix Fagundes, segundo a polícia, era muito freqüentada por crianças e adolescentes. Nas imediações dela, a polícia surpreendeu uma criança de 11 anos, que, minutos antes, havia adquirido um saquinho de cola que seria usado na confecção de cerol.

O mesmo jovem, teria contado para a polícia que, em outra ocasião, havia adquirido cerol pronto, o que confirmou a suspeita dos policiais. Eles constataram que o estabelecimento oferecia aos jovens opções de adquirir o cerol pronto (mistura de cola e vidro moído já aplicado à linha), ou os materiais separadamente.

Uma lata de linha impregnada com cerol era vendida por R$ 18,00 enquanto o preço de um carretel, com a mesma quantidade de linha, gira em torno de R$ 3,00.

Segundo o capitão PM, Jorge Duarte Miguel, durante todo o mês de junho, a Polícia Militar realizou campanhas de prevenção contra o uso do cerol com palestras e demonstrações práticas feitas por policiais da Ronda Escolar, em estabelecimentos da rede pública e privada de ensino. “Nos períodos de férias escolares, é comum o aumento de acidentes envolvendo cerol. A PM alerta que continuará patrulhando o centro e bairros para surpreender jovens e adultos que estejam usando cerol.”

Miguel alerta aos pais que poderão responder judicialmente pelos atos dos filhos, nesses casos. “Os pais ou responsáveis, podem responder judicialmente pelo crime de periclitação de vida (artigo 132 do Código Penal que prevê pena de três meses a um ano de detenção), inobservância ao artigo 249, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), inobservância à Lei Estadual nº 12.192/2006 (multa de 5 Ufir), além de, dependendo da situação, os crimes de lesão corporal e homicídio.”

Os acidentes com cerol podem ser simples quando provocam pequenos cortes nas mãos e dedos ou lesões graves como cortes profundos na região do pescoço e rosto, com rompimento de veias e artérias, causando hemorragia intensa. Motociclistas e ciclistas são mais vulneráveis a este tipo de acidente. Há inclusive registros de mortes.

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