Regional

Casas populares em D. Córregos são alvos de denúncias no MP

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Dois Córregos - O presidente da Comissão Municipal Provisória do Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Dois Córregos, José Laércio Scatimburgo, entrou com uma representação no Ministério Público (MP) cobrando explicações da Prefeitura sobre a construção de 66 casas populares em Dois Córregos (73 quilômetros de Bauru).

Scatimburgo quer que o órgão investigue a ocorrência de supostas irregularidades na construção das casas. O município estaria recebendo verba financeira do governo do Estado para a construção de imóveis de três quartos sendo que, segundo ele, a Prefeitura teria mudado o projeto e construído somente casas com dois quartos.

Em sua representação ao MP, enviada na última segunda-feira, ele diz que o custo para a construção de cada unidade habitacional seria de R$ 14.280,38 que, multiplicada por 66 unidades, o custo total das obras chegaria a R$ 942.505,08, mas verba destinada é de R$ 1,518 milhão.

Scatimburgo afirma ter solicitado, no dia 30 do mês de abril deste ano, junto à Prefeitura Municipal, um pedido para obter informações sobre detalhes da construção das casas, incluindo a descrição completa do projeto e dos valores dos imóveis. Ele quer saber o valor real recebido do governo do Estado para a construção das 66 casas populares no bairro - ainda sem nome - que fica próximo ao Conjunto Habitacional Laís de Freitas Casonato.

No entanto, segundo Scatimburgo, a prefeitura teria indeferido o seu pedido para obter informações a respeito da construção das casas, o que o motivou a procurar o MP.

O JC entrou em contato com Fausi Mattar, chefe de gabinete do prefeito Luiz Antônio Nais (PSDB), que, apesar de estar em férias, afirmou que até o momento não houve nenhuma notificação do MP à Prefeitura sobre o assunto.

Mattar explica, no entanto, que não é atribuição da Prefeitura determinar o número de quartos que o imóvel terá mas sim o governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O chefe de gabinete também nega que a administração tenha indeferido o pedido de Scatimburgo solicitando informações sobre o projeto de construção das casas. Segundo ele, as informações foram encaminhadas via correio. A reportagem não conseguiu localizar ontem representante da CDHU até o fechamento desta edição.

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