A Emdurb está aberta para discutir os retornos da avenida Getúlio Vargas. Por conta de um deles, um veículo teria interceptado um motociclista anteontem à noite, que colidiu contra uma árvore. Como não contam com faixa de desaceleração, os retornos atrapalham o tráfego na via, confirma a própria Emdurb.
Mas para que sejam proibidos, os técnicos devem garantir aos motoristas facilidade em contornar um quarteirão à direita para, só então, atravessarem a via. Para tanto, semáforos seriam necessários. As mudanças podem ser estudadas. Conforme a reportagem publicou, movimentada, a avenida atualmente transformou-se em passarela para belas e possantes máquinas, inclusive motocicletas. Mas endereços com essa finalidade sempre existiram. Com o tempo, porém, são substituídos.
Segundo o presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro Sul, Olavo Pelegrina Júnior, a atual avenida Nuno de Assis, antes chamada de avenida Brasil, já foi “point”. Depois, a prática migrou para a Nações Unidas.
“Isso é apenas uma constatação. O que vale efetivamente é que não se pode usar o carro, o veículo, para uma justificação pessoal. O carro é um meio de transporte, sujeito às regras de trânsito. Mas o que vemos na Getúlio é uma fiscalização muito intensa. Não podemos admitir tolerância nem na exibição com o veículo, nem em descumprir regras de trânsito. O Conseg pede isso e tanto a Polícia Militar quanto a Civil têm nos atendido”, explica.
Talvez por essa razão, a avenida não figure mais entre as três com maior incidência de acidentes. Desde o ano passado é a quarta colocada. Perde para a Nações Unidas (primeira do ranking), depois para a Duque de Caxias e, em terceiro, para a Rodrigues Alves. Ainda assim, só neste ano foram 101 acidentes até maio, segundo a PM. A corporação reiterou que a Getúlio é uma das vias mais fiscalizadas, até por ter concentração de bares e jovens. Mas exceções existem. Abusos de velocidade são constatados por freqüentadores da avenida. Em alguns casos, antes de serem flagrados pela PM, motoristas “arrojados” brigam entre eles, garantem entrevistados que preferiram não se identificar.