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Presidente Lula defende nova fonte de receita para a saúde

Folhapress
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Brasília - O presidente Lula disse ontem que a única mágoa que teve em seu governo foi o fim da CPMF. Para uma platéia de prefeitos, Lula defendeu a criação de uma nova fonte de receita para financiar a saúde pública.

“Eu tenho uma mágoa e vou sair do governo com ela. É a queda da CPMF. A mesquinhez política derrubou a CPMF. Não vi nenhum empresário cortar o 0,38% e colocar (esse percentual de desconto) sobre os produtos”, disse ele na 12.ª edição da Marcha dos Prefeitos.

Para substituir a CPMF, Lula afirmou que poderia ser criada uma nova fonte de receita para a saúde. “Poderíamos montar uma lei só para a saúde.”

Lula afirmou ainda que a oposição não pode reclamar que foi discriminada em seu governo. E cobrou a mesma atitude dos governadores. “Nenhum prefeito pode reclamar de não ter sido bem tratado por ser de outro partido. O (Gilberto) Kassab (prefeito de são Paulo do DEM)é testemunha disso. Mas sabemos que tem governador que faz isso.”

PAC

O governo anunciou ontem uma redução de 40% nas contrapartidas dos municípios e Estados para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), prometida como compensação à queda de arrecadação dos municípios.

Outra portaria libera R$ 1 bilhão aos municípios com até 50 mil habitantes para o programa “Minha Casa, Minha Vida”.

Os representantes dos prefeitos, por sua vez, pediram a regulamentação da emenda 29 - que determina os percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde -, e discutiram a política fiscal do governo. A emenda 29 fixa o investimento de 10% pela União, 12% pelos Estados e 15% aos municípios.

Os prefeitos reclamam, porém, que os Estados não respeitam a determinação. O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, ex-prefeito de Mariana Pimentel (RS), e João Coser, presidente da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) - que representa as Capitais estaduais -, disseram que vão estar no Congresso ontem para pressionar os deputados a votarem a emenda.

Eles discutiram também a política fiscal do governo Lula. Ziulkoski afirmou que os municípios estão tendo dificuldade com a queda de arrecadação por conta da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

No entanto, segundo ele, as prefeituras continuam realizando os maiores investimentos no País. “Quem está fazendo a política anticíclica são os municípios”, afirmou.

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