Economia & Negócios

Pelo 2º mês seguido, índice de emprego cai

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O mercado de trabalho em Bauru continua instável. Em junho, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão do Ministério do Trabalho, apontam que foram contratadas mais de 3,9 mil pessoas. Porém, outras 4 mil foram demitidas. Ou seja, foram fechados 123 postos de trabalho na cidade. No acumulado do primeiro semestre deste ano, o saldo de emprego é positivo, mas com números bastante inferiores aos apresentados no ano passado.

Nos primeiros meses deste ano, o saldo de emprego em Bauru oscilou muito. O Ministério do Trabalho apontaram que empresas da cidade fecharam com saldo positivo de 95 novos postos. Em fevereiro, o índice se manteve positivo, com 109 vagas criadas.

Em março, houve o primeiro saldo negativo do ano, com 27 demissões a mais que o número de contratações. Em abril houve uma recuperação, com saldo de 311 postos de trabalho. Maio apresentou novo revés, com índice negativo de 76 vagas. E o mês de junho manteve a queda. A diferença entre postos criados e trabalhadores demitidos foi de 123 empregos a menos.

Apesar dos índices negativos, o primeiro semestre deste ano, com reflexo da crise internacional, fechou com saldo positivo.

Foram criados 23.621 empregos formais e fechados 23.332 postos de trabalho. No semestre, o setor de serviços foi o responsável pela maior parte das contratações: 10.313. E também pela maioria das demissões: 8.739.

A construção civil foi responsável pelo maior saldo negativo. No mês de junho contratou 4.228 trabalhadores, mas demitiu 5.298. Ou seja, resultado de 1.070 postos a menos no semestre. Indústria de transformação e comércio também tiveram índices negativos.

Em comparação com o primeiro semestre do ano passado, a redução do emprego formal em Bauru foi de 3% nos seis primeiros meses de 2009. Mas a comparação entre os saldos dos dois períodos é desanimadora. Enquanto no primeiro semestre de 2008 o resultado foi de 3.234 vagas a mais, o mesmo período deste ano foi de apenas 289 postos a mais.

Nos últimos 12 meses, o saldo permanece positivo. Foram 49 mil contratações contra 47 mil demissões, um aumento de 2,2 mil novos postos de trabalho. Mas, em junho do ano passado, essa evolução foi de 6 mil novos empregos formais.

Comentários

Comentários