A taxa de mortalidade infantil no Estado recuou para 12,5 óbitos por cada mil nascimentos em 2008, índice considerado satisfatório de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A média registrada no ano passado representou uma queda 15,54% na comparação com 2003, quando o índice era de 14,8 óbitos por mil nascidos vivos. Em relação a 95, ano em que o índice ficou em 24,5, a queda foi de 48,9%.
Apesar da estatística positiva, o mapeamento produzido pela Secretaria da Saúde revela que em regiões consideradas de menor desenvolvimento humano os indicadores continuam preocupantes.
É neste contexto que surge o mutirão lançado pelo governo estadual, que tem como pilares a capacitação de médicos e enfermeiras que atuam nas maternidades públicas, aquisição de equipamentos para melhoria da assistência hospitalar e distribuição de materiais de orientação às gestantes a aos municípios paulistas.
A secretaria se inspirará em um projeto-piloto iniciado em 2008 na região de Sorocaba, que será estendido, num primeiro momento, a outras quatro regiões consideradas prioritárias por concentrarem as mais altas taxas de mortalidade materna e neonatal ou por terem um grande número de cidades com índices de mortalidade infantil superiores à média do Estado: Taubaté, Baixada Santista, Vale do Ribeira e Bauru.
Cerca de 500 médicos e enfermeiras-obstetras do SUS serão treinados por meio do curso ‘Advanced Life Support in Obstetrics’, idealizado pela American Academy of Family Phisicians e ministrado no País pela Also Brasil, com objetivo de qualificar esses profissionais para o atendimento de emergências obstétricas.