Genebra - Depois de admitir que é impossível conter a propagação do vírus A (H1N1), conhecido como gripe suína, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu parar de divulgar a contagem de casos no mundo. Segundo a agência da ONU, a velocidade “sem precedentes” com que o vírus se espalhou internacionalmente tem sobrecarregado os laboratórios. A partir de agora, o foco é o acompanhamento de novos países afetados e o tratamento dos casos mais severos.
“O crescente número de casos em muitos países com transmissão comunitária sustentada está tornando extremamente difícil, se não impossível, tentar confirmá-los através de testes laboratoriais”, explicou a OMS, em comunicado.
Na América do Sul, Chile, Argentina e, desde a última quinta, Brasil, apresentam transmissão comunitária sustentada, ou seja, casos de contágio do vírus que não foram “importados” de outros países.
Na atualização mais recente, divulgada no último dia 6, a organização contabilizava 94.512 contágios em todo o mundo. Estima-se, porém, que o número seja bem maior, já que a lista só inclui os casos confirmados em laboratório.
A OMS chamou a atenção para o ritmo de contágio da doença, afirmando que outras pandemias de gripe levaram mais de seis meses para se propagar tanto quanto o A (H1N1) se disseminou em seis semanas.
Diante desse quadro, a organização passará a se concentrar nos países afetados mais recentemente. Destes, a OMS continuará solicitando que “reportem os primeiros casos confirmados e, no prazo mais rápido possível, forneçam semanalmente números e a epidemiologia descritiva”.
Além de alertar para a rápida propagação, a organização reiterou que na “vasta maioria dos casos” a manifestação do vírus é moderada e os pacientes se recuperam sem tratamento médico. A estimativa é de que a vacina contra a gripe suína esteja disponível em setembro.