Internacional

EUA criticam vídeo de soldado seqüestrado no Afeganistão


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Cabul - O Exército norte-americano criticou ontem a divulgação de um vídeo que mostra um soldado capturado no Afeganistão, descrevendo as imagens como propaganda do Taliban que violou as leis internacionais.

O vídeo mostra o soldado Bowe Bergdahl em tradicional vestimenta afegã, sendo induzido em inglês por seus seqüestradores a pedir que as forças dos EUA se retirem do Afeganistão.

O exército norte-americano confirmou a identidade do homem proveniente de Ketchum, Estado de Idaho, dizendo que ele serviu no Primeiro Batalhão do Regimento 501 da Infantaria de Parachute. Suas etiquetas de identificação são exibidas para a câmera por seus seqüestradores no vídeo.

“Nós estamos fazendo tudo que podemos para ter de volta esse soldado em segurança”, disse o coronel Greg Julian, porta-voz do exército dos EUA. O Exército dos EUA vem distribuindo panfletos nesta semana em busca da libertação de Bergdahl, desaparecido no final de junho.

No vídeo, do qual há trechos disponíveis no site YouTube (www.YouTube.com), Bergdahl aparece com sua cabeça raspada e com barba rala, vestindo uma indumentária cinza e folgada, tradicional no Afeganistão.

Ele aparenta estar bem de saúde e é mostrado bebendo chá e comendo pão e arroz. “Estou assustado. Estou assustado e não poderei ir para casa. É muito angustiante ser um prisioneiro”, diz ele. “Eu tenho uma noiva com quem espero me casar. Tenho minha avó e meu avô. Tenho uma família muito boa na minha casa, nos EUA.”

Uma voz ao fundo orienta: “Diga que sente saudades deles”. O soldado, então, continua: “E eu sinto saudade deles todos os dias. Eu tenho saudade e estou com medo de que eu não os veja novamente e que não possa dizer a eles novamente que eu os amo. Nunca mais poderei abraçá-los”.

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