Economia & Negócios

Descomplicando a economia

Com Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 3 min

• A Selic caiu novamente

A taxa básica de juros foi novamente reduzida. Caiu de 9,25% para 8,75% ao ano. Esta redução permite que os bancos pratiquem menores taxas para quem precisa de empréstimos. Por outro lado, aqueles que irão aplicar seus recursos terão que se contentar com menor remuneração. Outro aspecto importante é a economia com juros que o governo federal obterá. Mais da metade da dívida interna brasileira é rolada pagando-se a taxa Selic. Seria como se o cheque especial de uma pessoa tivesse seu juro reduzido. Além desses aspectos, juros básicos menores atraem menos o capital estrangeiro e poderão, mesmo que em menor dimensão, auxiliar a manter o preço do dólar mais elevado. Tudo isso tendo como pano de fundo estimular os consumidores a voltar às compras, movimentando a economia, auxiliando na retomada do crescimento econômico. É a política monetária atuando na economia.

• Após a crise

Não nos iludamos: a crise passará, mas teremos que mudar nossas práticas. Faz parte do aprendizado. Dinheiro fácil, crédito concedido sem critério, ganhos milionários, especulação pela especulação, tudo isso tende a ser reduzido nos próximos anos. Teremos um período de readaptação ao novo cenário. Agora temos uma certeza: a crise acabará e aqueles que estão se preparando melhor colherão mais rapidamente. Então, mãos à obra.

• Malha fina: liberadas declarações de 2006

Quem caiu na malha fina da Receita Federal pode consultar se a declaração foi liberada. Esta liberação refere-se às declarações de 2006 (ano-base 2005). Aqueles que têm restituições receberão os recursos com uma correção de 38,37% (é o acumulado da taxa Selic no período). A restituição ficará disponível no banco por um ano. Está nessa situação? É hora de checar: www.receita.fazenda.gov.br.

• Todo cliente tem que ser atendido

Alguns consumidores podem ser taxados como chatos. São exigentes, nem sempre educados e os vendedores, quando se deparam com essa situação, são tentados a não mais atender o cliente. Cuidado lojistas e vendedores: à luz do Código de Defesa do Consumidor, todo consumidor deve ser atendido. Possuindo condições de comprar os produtos, não podem ser discriminados. Se houver incômodo exagerado, aí é questão de polícia e não de relação de consumo.

• Sapato é considerado bem durável

A troca de produtos como roupas não é obrigatória (caso não possuam defeitos). Já os sapatos, por serem considerados bens duráveis, possuem garantia de 90 dias. Isso quer dizer que, por exemplo, se ao usar o sapato ele venha a rasgar antes de completar os 90 dias, o consumidor tem direito à troca. Faça valer seu direito de consumidor.

• Produtos com problemas: acione o vendedor e o fabricante

Em muitos casos um produto adquirido, por exemplo, no supermercado, ao consumi-lo a pessoa se depara com a falta de parte do produto. Um pedaço ou até mesmo possui embalagem com menos produtos do que o prometido. O indicativo é acionar o supermercado, que foi o vendedor do produto, e vale a pena também utilizar o serviço de atendimento ao consumidor do fabricante. Legalmente, há obrigação solidária de ambos.

• Serviço defeituoso

Algumas mulheres já se depararam com o serviço de péssima qualidade de algumas manicures. Chamam de tirar “bife” do dedo. Neste caso é considerado serviço defeituoso. Se a manicure for vinculada a algum salão de beleza o consumidor pode acionar, além da própria manicure, o dono do salão. O Procon é o caminho seguro para estas reclamações.

• Dívidas devem ser honradas pelos herdeiros

Em caso de falecimento, os herdeiros respondem também pelas dívidas que eventualmente existam. Neste caso é proporcional ao patrimônio deixado pelo falecido. Por exemplo: foi deixada uma dívida de R$ 20 mil. O patrimônio do falecido é de R$ 10 mil. Os herdeiros responderão somente até os R$ 10 mil.

• Mude para melhor!

Aprender com a adversidade. Renovar sempre. Remotivar. Encontrar novas formas de ver a vida. Coisas simples, mas que somente os sábios são capazes de praticar. Mude já, mude para melhor! Acesse www.jornaloplaneta economia.com.br e veja mais dicas de finanças pessoais e de economia descomplicada.

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