Havana - O líder máximo cubano, Raúl Castro, exortou ontem os cidadãos da ilha a produzir mais alimentos para superar a crise econômica, em vez de culpar o “imperialismo” e o embargo dos EUA pela escassez de itens básicos no país.
Em discurso para comemorar os 56 anos do ataque ao quartel de Moncada, realizado pelas forças castristas em 1953, Raúl anunciou um novo aperto de cinto na precária economia cubana e qualificou a produção de alimentos como uma questão de “segurança nacional”.
“A terra está aí. Veremos se trabalharemos ou não, se produziremos ou não. Não é questão de gritar pátria ou morte, abaixo o imperialismo, o embargo nos golpeia, enquanto a terra está aí, esperando nosso suor”, disse Raúl, em fala de 36 minutos a 200 mil pessoas em Holguín, a 740 km de Havana.
O país tem sentido fortemente os efeitos da crise econômica global - o preço do níquel, por exemplo, principal produto de exportação da ilha, caiu de US$ 54 mil a tonelada para pouco mais de US$ 10 mil. Além disso, Cuba foi devastada por três furacões em 2008, que causaram perdas econômicas de cerca de US$ 10 bilhões.