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Campeonato Brasileiro: Obina fenomenal!


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A fria tarde de domingo em Presidente Prudente tinha tudo para ser de Ronaldo, mas Obina roubou as atenções. O Fenômeno não teve a mesma sorte, estrela e competência que o acompanharam no dia 8 de março, quando marcou o primeiro gol em sua volta ao Brasil e definiu o empate por 1 a 1, nos acréscimos da partida. No mesmo palco e contra o mesmo adversário, o atacante jogou apenas 20 minutos e deixou o campo com suspeita de fratura no pulso esquerdo.

Melhor para o Palmeiras, que foi superior e venceu o clássico por 3 a 0, com três gols de Obina, abriu cinco pontos de vantagem para o maior rival e voltou a se igualar ao Atlético-MG na liderança do Campeonato Brasileiro, com 28 pontos - o time mineiro tem um gol a mais de saldo, 13 contra 12.

Os flashes e a atenção estavam voltadas para o Fenômeno. Antes do clássico, ganhou uma placa de presente, em comemoração ao gol de quatro meses atrás. A tarde que poderia ser de festa acabou numa dividida com o palmeirense Souza. Caiu no chão, sentiu a dor no pulso e foi substituído. Assistiu ao segundo tempo no banco de reservas com uma tipóia no braço. Hoje, em São Paulo, passará por exames - a expectativa dos médicos não é de lesão grave.

O clássico já tinha ingredientes suficientes que prometiam emoção mesmo antes de a bola rolar. Se vencesse, o Corinthians roubaria a segunda colocação palmeirense. Não conseguiu e agora soma seis partidas sem ganhar do rival, com cinco derrotas e um empate. O clássico também seria o primeiro jogo que Muricy Ramalho viu no estádio em seu novo cargo. Nesta segunda, ele começa o trabalho no Palestra Itália.

O cenário que se apresentava era de um Corinthians cheio de gás e um Palmeiras desgastado. O Alviverde sofreu com o mau tempo e não conseguiu viajar de avião no sábado - o aeroporto de Presidente Prudente estava fechado. A alternativa foi pegar um ônibus e encarar a estrada. O elenco chegou à sede da partida às 2 horas da madrugada de ontem.

Em campo, entretanto, o que se viu foi um Palmeiras ligado e o adversário sem reação. Após a saída de Ronaldo, o Corinthians caiu de produção. O jogo foi repleto de emoção, reclamações, gols. Valeu o ingresso. Mandante, o Corinthians tentou ser o dono também das criações, mas parou na retranca alviverde. O interino Jorginho surpreendeu e armou o Palmeiras com três volantes. Souza, Pierre e Edmílson marcam forte, mas também sabem sair jogando. Com Ronaldo, o Corinthians ainda podia levar perigo. Depois, pouco assustou o goleiro Marcos.

A melhor chance corintiana foi no fim da primeira etapa, quando Dentinho balançou as redes. Estava impedido e o árbitro Leonardo Gaciba apontou a irregularidade. Se o Corinthians reclamou do lance, os palmeirenses também tiveram seu momento de bronca: Souza e Diego Souza pediram pênaltis não marcados.

O Palmeiras levou perigo desde o começo. Num dos primeiro chutes, Cleiton Xavier acertou a trave, em cobrança de falta. O gol saiu aos 31 minutos, após Pierre cruzar e Obina se antecipar à zaga para cabecear para as redes. O zagueiro Chicão alertou no intervalo: “Temos de ter atenção, pois o Palmeiras vai jogar nos contra-ataques no segundo tempo”. Preciso nas palavras, o corintiano e seus companheiros não conseguiram segurar o adversário. O próprio Chicão fez pênalti em Cleiton Xavier. Obina, aos 15, cobrou bem - duas vezes, porque na primeira houve dupla invasão e Gaciba mandou repetir a cobrança.

Cinco minutos depois, em rápido contragolpe puxado por Cleiton Xavier, Obina fez o terceiro gol, seu oitavo no Campeonato Brasileiro. Com 3 a 0 no marcador, o Palmeiras foi soberano e controlou a partida até o final - a torcida chegou a gritar “olé” para o Corinthians. O time de Mano ainda perdeu Alessandro, expulso, que não pega o Santo André na quarta. No mesmo dia, o Palmeiras tentará a liderança isolada contra o Fluminense, no Palestra Itália, na estréia oficial de Muricy Ramalho.

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