Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Torcedor

Ontem de manhã, o diretor do Deinter-4, Licurgo Nunes Costa, foi ao Alfredão acompanhar a partida entre Noroeste e Mirassol, pela Copa Paulista. Ciceroneado pelo presidente do Conselho Deliberativo do clube, o delegado aposentado Abel Abreu, Costa conversou no intervalo do jogo com o manda-chuva do Norusca, o empresário Damião Garcia.

• Anfitriões

Os dois trocaram gentilezas durante a conversa. Garcia, como bom anfitrião, contou a Costa um pouco da história do futebol em Bauru, desde os tempos em que o BAC se chamava Luzitana. Aliás, parece que ontem os atletas resolveram se inspirar nas atitudes de seu presidente: foram extremamente gentis com os visitantes do Mirassol, que levaram para casa uma vitória.

• Agulhada

De um edil, que pediu para não ser identificado, a respeito do projeto da Agenda Ecológica, apresentado por Rodrigo Agostinho (PMDB) à Câmara: “O prefeito está subestimando a inteligência dos vereadores”. Semana passada, parlamentares da oposição criticaram a proposta do Executivo, alegando que era vaga demais. Perderam a votação.

• Revertério?

Na segunda discussão e votação que farão na sessão de hoje do mesmo projeto, os oposicionistas podem até reverter a derrota da semana passada. Se o vereador Paulo Eduardo Souza (PSB) faltar novamente ou votar contra o projeto, o prefeito pode não ver aprovada sua agenda ecológica, recheada de datas comemorativas do movimento verde.

• Insatisfeito?

É que em caso da falta de algum vereador e uma votação empatada em 7 a 7, o presidente da Câmara, Pastor Luiz (PTB), votará, como ocorreu na semana passada. Ocorre que agora ele fala em mudar de idéia. Se isso tudo ocorrer, o projeto da Agenda Ecológica será rejeitado. Pastor, pelo jeito, não está satisfeito com a falta de atenção de Rodrigo para com a demanda do PTB por uma secretaria.

• Queda-de-braço

De fato, como já comentamos na semana passada, o projeto em si nem é polêmico. A partir de uma provocação do vereador Moisés Rossi (PPS), oposição e situação resolveram jogar uma queda-de-braço, ao melhor estilo Fábio Manfrinato. A disputa serviu para expiar alguns demônios e também como pretexto para algumas tomadas de posição pessoal.

• Sintonia errada

Enfim, não é nada dignificante para a política local este embate que presenciamos na semana passada e que ameaça se repetir nesta segunda-feira no Legislativo. Mas os políticos não resistem, às vezes, em misturar as discussões administrativas com as de caráter político-partidário.

• Muito discreto

Chama a atenção de quem acompanha mais atentamente a Câmara Municipal a atuação extremamente discreta e por vezes “ausente” que o vereador Paulo Eduardo Souza tem imprimido a seu mandato ultimamente. Não é pela falta da semana passada, mas pela discrição mesmo de sua atuação nas sessões.

• Nos debates

Souza começou a legislatura como um dos destaques, após ter sido até candidato a presidente da Câmara, mas de uns tempos para cá não se houve falar nele e nem o parlamentar se faz presente nos debates mais acalorados. Não quer dizer que não esteja sendo bom vereador. Apenas não tem se evidenciado como alguns colegas.

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