Somos o presente. Fomos o passado. O futuro, não existe. Não de certo modo. Podemos planejá-lo, mas é uma utopia, a não ser que pudéssemos chegar até ele e depois voltarmos ao presente. É impossível. Quanto ao passado, podemos definir que já existiu. Quando escrevo estas linhas, a anterior já é passado. Podemos referenciá-lo apenas para atitudes no presente. O que realmente podemos fazer, é viver a cada dia... intensamente e com objetivos, sempre torcendo para poder realizá-los. Na verdade, quem não os tem, ficou no passado e não há razão para existir. Quem morre, encerra o ciclo de viver no presente, pois este morre com ele. A partir daí, viveram... no passado. São apenas meras recordações de quem vive no presente.
Como se vê, tudo gira em torno do presente. Não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje, pois o amanhã pode não existir. A partir daí, não existe mais passado, presente ou futuro. Na verdade, nossos filhos, ou netos, têm a ver com essa quimera que é o futuro. Talvez fosse exceção à regra, pois sempre vamos querer “um futuro promissor para eles”. Torcemos para isso.
Quando dizemos de alguém que está à morte: “Aquele não tem futuro”, o mais certo, seria dizer: “Aquele, está próximo de não ter mais o presente”.
Luis Carlos Pasquarelo