Economia & Negócios

Bancários reivindicam 24% de reajuste

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, ligado à Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), realizou ontem uma manifestação para lançar a Campanha Salarial 2009, cuja data-base da categoria é 1 de setembro. A reivindicação é reajuste de 24% acrescido das pautas específicas de cada banco.

Representantes da categoria visitaram as agências bancárias de Bauru durante a manhã e a tarde de ontem com faixas e cartazes para apresentar as propostas da campanha e pedir a compreensão da população caso a negociação se estenda e sejam necessárias medidas mais radicais, como greve.

Alguns manifestantes utilizaram e distribuíram máscaras cirúrgicas remetendo à gripe suína - influenza A (H1N1). “Aproveitamos o mote da gripe para distribuir máscaras à população como um serviço social do sindicato e fazendo o link de que esta gripe que assola o País também é conseqüência de falta de investimento do governo”, diz Paulo Tonon, um dos diretores do sindicato bauruense.

O objetivo de lançar a campanha salarial com antecedência é evitar a demora nas negociações. “A gente espera que este ano não aconteça como aconteceu no ano passado, quando a gente ficou até o meio de outubro discutindo e tivemos que fazer greve. Começando a campanha agora, a gente espera conseguir uma campanha mais dinâmica e com um índice justo para a categoria bancária. Estamos pedindo 24% que é a perda salarial de 94 para cá.”

Tonon informa ainda que irá a Brasília na próxima segunda-feira para levar as reivindicações específicas da Nossa Caixa, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Na terça-feira, começam as negociações com os banqueiros em São Paulo.

O lançamento da campanha salarial da categoria fez parte do Dia Nacional de Lutas por Emprego, organizada pela Conlutas no País ontem. As manifestações pediam, dentre outras requisições, a redução da jornada para 36 horas, a assinatura do presidente Lula da medida provisória que garante a estabilidade do emprego e a renúncia do presidente do Senado, José Sarney.

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