Gaza - Militantes islâmicos radicais de um grupo pan-árabe desafiaram o domínio do grupo islâmico Hamas sobre a faixa de Gaza ao declarar ontem um “emirado islâmico” no território, levando a confrontos que mataram ao menos oito pessoas.
Pelo menos 40 pessoas ficaram feridas nos confrontos registrados na faixa de Gaza entre a polícia do grupo radical islâmico Hamas e do grupo radical sunita Khund Ansar Allah (“Os Guerreiros de Deus”), inspirado na rede terrorista Al-Qaeda. Entre os feridos, há pelo menos três crianças, segundo fontes policiais.
O incidente aconteceu na tarde de ontem nos arredores da mesquita de Iben Taymeya, na cidade de Rafah, no sul da faixa de Gaza, na fronteira com o Egito. Os confrontos começaram logo após o fim das orações da sexta-feira (dia sagrado muçulmano), quando policiais do Hamas cercaram a mesquita depois que o xeque Abdelatif Moussa, líder espiritual do grupo islâmico radical sunita, declarou o estabelecimento de um emirado islâmico em Gaza, disseram testemunhas.
Moussa - conhecido pelos seguidores pelo nome de guerra ao estilo da Al-Qaeda Abu al Nour al Maqdessi - criticou durante as orações na mesquita o Hamas por não implementar a sharia (lei islâmica) e anunciou que seu grupo está realizando esforços para impô-la.