Política

DEM confirma oposição e põe Fábio Manfrinato em saia justa

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A direção local do DEM, cuja Comissão Provisória é presidida por Dudu Ranieri, registrou em ata, ontem, a confirmação pelo papel de oposição ao governo municipal. A reunião extraordinária define aquilo que o suplente de vereador Fábio Manfrinato (DEM) já sabia: a opção pela não participação em cargos de comissão do governo municipal.

Os integrantes da legenda deixaram claro que não gostaram do governo municipal ter feito o convite para Manfrinato ocupar vaga na assessoria da presidência da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) sem, ao menos, perguntar ao partido. Do mesmo modo, a posição de Manfrinato, de aceitar o convite sem discutir a questão com a legenda, também foi criticada. A reunião contou com os membros da direção e a bancada de vereadores, composta por José Roberto Segalla e Chiara Ranieri.

Dudu Ranieri explica que a posição formal, em ata, elimina dificuldades no posicionamento dos membros da legenda daqui para frente. “Os integrantes da direção, agora, registram formalmente que somos um partido de oposição, como já era e como é natural porque perdemos a eleição para o Agostinho. Nosso papel é fiscalizar e cobrar o governo para que cumpra o que prometeu e não ingressar em cargo de confiança. O DEM nunca reivindicou e nem reivindica qualquer cargo neste governo”, pontuou Ranieri.

O partido reitera em ata que é indesejado e inconveniente qualquer filiado pleitear cargo de confiança. “Registrada a posição oficial do partido, se houver algum constrangimento à atuação de oposição do partido ou de sua bancada na Câmara, o caso terá de ser avaliado. O DEM reconhece como legítima a pretensão de qualquer filiado de viabilizar projetos pessoais de projeção política, mas entende que há meios competentes para isto sem submissão a interesses partidários e políticos contrários”, define a legenda.

Ou seja, o partido não vai abrir procedimento contra o filiado Fábio Manfrinato e também não tem elementos para discutir eventual expulsão de Manfrinato a partir de sua nomeação, mas se a presença do suplente no governo gerar qualquer embaraço ou dificuldade à atuação da legenda, ou à bancada, o problema será encaminhado para Comissão de Ética. Neste caso, a posição desde já é de que os demistas têm de escolher entre ser oposição ou deixar a legenda.

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