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Apae passa a atender bebês de risco

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 3 min

Os bebês prematuros, abaixo do peso ou cuja mãe teve alguma doença grave durante a gravidez terão assistência especial em Bauru a partir da próxima semana. A Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) passa a oferecer atendimento aos recém-nascidos com o objetivo de prevenir o desenvolvimento de deficiências.

“As deficiências são detectadas muito tardiamente e as crianças chegam para a reabilitação com patologias já instaladas. O objetivo da Apae, agora, é a prevenção. Então, se acompanharmos os bebês de risco, quem sabe não conseguiremos prevenir muitas deficiências ali na frente”, afirma Luciana Marçal, coordenadora do centro de reabilitação da Apae.

São considerados bebês de risco os prematuros; os que nasceram com baixo peso; cuja mãe teve doenças infecto-contagiosas durante a gravidez; ou HIV; ou a mãe é muito jovem ou tem idade avançada, dentre outros fatores.

As crianças com idade até 1 ano e meio serão atendidas quinzenalmente, de forma gratuita, por uma equipe de seis profissionais da Apae: dois fisioterapeutas, dois fonoaudiólogos, um psicólogo e um assistente social.

“Vamos acolher os bebês, distribuir cartilhas de orientação para os pais, fazer palestras e acompanhar o desenvolvimento global da criança através de projetos de estimulação realizados por nossa equipe de profissionais”, explica Luciana.

Quando for detectada alguma dessas características no recém-nascido, os pediatras da rede pública de Saúde orientarão os pais da criança a procurar o serviço do projeto “Prevenção: Um Toque Especial”, da Apae. A indicação também pode e deve ser feita pelos profissionais da rede particular.

“O pediatra da unidade básica de saúde, durante o atendimento, pode detectar sinais que a criança apresente potencial para desenvolver alguma deficiência. Por isso, ele é o mais indicado a encaminhar esse bebê ao serviço da Apae. Quanto mais cedo você interfere, a chance dele superar a deficiência é maior. Qualquer pediatra, inclusive o de saúde suplementar, que identificar fatores de risco pode encaminhar para a Apae”, diz Jaíra Maria Rocco Kirchner, coordenadora do Programa Municipal de Saúde da Criança.

Inicialmente, serão abertas 30 vagas por mês para o atendimento. Luciana acredita que, para começar, as vagas serão suficientes. “No início do ano fizemos uma estimativa a partir do número de nascimentos de bebês de risco e chegamos nesse número de vagas. Mas, primeiramente, vamos abrir para ver como vai ser a demanda e se os pais vão aceitar para determinar exatamente quanta vagas serão necessárias”, pondera.

O atendimento dos bebês será feito em um prédio, a ser inaugurado, na próxima semana, dentro da Apae, no Jardim Ouro Verde. O espaço será um braço do Centro de Reabilitação da Instituição e atenderá somente crianças.

O projeto “Prevenção: Um Toque Especial”, que foi lançado ontem à tarde na Apae, é uma parceria da instituição com a Secretaria Municipal de Saúde, Maternidade Santa Izabel e Banco de Leite Humano de Bauru.

Brincadeiras

O estimulo das crianças será feito por meio de brincadeiras conjuntas com os pais, que estimulam a parte sensorial. Também haverá uma sala multisensorial que colaborará nessas atividades. Além disso, serão realizados os projetos Pelin e Fada, que estimulam a linguagem por meio da música e a dança como fisioterapia, respectivamente.

Ao completarem a idade limite para serem atendidas pelo programa, as crianças serão avaliadas. “Quando completar 18 meses de vida, ela recebe alta ou, se for detectada alguma doença, continua no programa de intervenção de precoce, que já existe na Apae”, explica Luciana Marçal.

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