A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Bauru, formada pelos vereadores Fabiano Mariano (PDT), Paulo Eduardo de Souza (PSB) e o presidente da Casa, Luiz Carlos Barbosa (PTB), decidiu incluir R$ 5 milhões a mais no Orçamento de, aproximadamente, de R$ 9,4 milhões do próximo ano para construção da nova sede do Legislativo. A reunião foi informada ontem em matéria do JC. As cifras foram inseridas no Plano Plurianual (PPA), que estabelece projetos, objetivos e metas de ação financeira para o exercício de 2010.
Com a decisão, a Comissão Temporária para Construção do Novo Prédio irá indicar para a Mesa qual das três possibilidades ventiladas será a mais adequada: utilização do terreno que a Casa já dispõe ao lado do Hospital Estadual (HE), ampliação do prédio atual, com construção de anexo na parte que hoje abriga o estacionamento, ou ainda fazer a utilização de local histórico, no Centro da cidade, como a antiga Estação Ferroviária. O grupo, instituído pelo chefe do Legislativo, é composto por José Roberto Segalla (DEM), Roque Ferreira (PT), Moisés Rossi (PPS) e Fabiano Mariano.
A comissão vai indicar uma opção e a Mesa pode acatar ou não a sugestão. Mesmo assim, posteriormente, o Orçamento para 2010 terá de ser submetido à votação no plenário. A nova legislatura iniciou suas atividades, em janeiro passado, com a discussão sobre as restrições das instalações existentes e a necessidade de preparar a Casa para eventual ampliação de cadeiras e de área disponível aos trabalhos. O arquiteto Jurandyr Bueno Filho (PPS) foi um dos entusiastas das novas instalações, seguido de outros parlamentares. A Mesa Diretora constituiu comissão de estudo. Mas a morte de Jurandyr interrompeu o processo, retomado depois pelo presidente da Casa de Leis.
Defensor da idéia de que o prédio não tenha que deixar o Centro da cidade, o vereador Roberval Sakai (PP) pediu para que o arquiteto Hedivaldo Canho, presidente da seção Bauru do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), fizesse estudo preliminar de um anexo para o atual prédio, que é tombado pelo patrimônio histórico. “Respeitando a comissão que foi formada para estudar o assunto, conversei com o Hedivaldo, que tem me ajudado muito em outros projetos, e pedi para ele fizesse um estudo como sugestão para apresentar à comissão”, afirma. O projeto custaria cerca de R$ 3 milhões.
Para a arquiteto, que contou com a assessoria de Élcio Gabas (estrutura metálica), Carlos Fernando Marques (instalação hidráulica), Valdir Segura (instalação elétrica) e Guilherme Berriel Cardoso (refrigeração e ar condicionado), a idéia irá suprir as necessidades da Câmara por, pelo menos, 20 anos. “Além disso, o estudo preliminar mantém o prédio no Centro da cidade, com todas as características históricas dele e melhorias na questão da acessibilidade.”
O que muda, segundo o arquiteto, é o estacionamento, que será coberto através da construção, sobre ele, de dois pavimentos que abrigariam os gabinetes. O plenário atual, assim, seria expandido, com o restante das instalações concentrando setores administrativos. “O local onde hoje são realizadas as sessões continua a existir e pode servir para realização de assembléias”, diz Canho. Essa sugestão também será analisada pela Comissão Temporária para Construção do Novo Prédio.