Regional

Previsão certeira evita prejuízos para produtores de café, laranja e cana

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Saber se vai chover muito, gear ou se a estiagem vai castigar determinada região, com uma certa antecedência, é essencial para toda atividade agrícola. As informações servem para prevenir o agricultor de grandes perdas, frisa o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Maurício Lima Verde. Para ele, a previsão do tempo foi aperfeiçoada e hoje o acerto é em torno de 90%.”

Segundo ele, a previsão do tempo é uma ferramenta essencial para o agricultor. “Além do acerto, os institutos divulgam também o índice pluviométrico. Hoje é 50 milímetros dentro do Estado, isso quer dizer que a temporada é de plantio. Usamos demais as previsões. Na nossa região, onde o café, laranja e cana predominam é muito importante saber como se comportará as chuvas, geadas e estiagem.”

Muita chuva para os agricultores é sinal vermelho para a colheita e verde para a preparação do plantio. “A chuva inviabiliza a colheita de café, cana e laranja. No Brasil já era para estar no fim da colheita, estamos com menos de 40% de café colhido por causa da chuva. A laranja a mesma coisa. Não pode colher por causa da umidade e da perda da qualidade do produto. É como sair na chuva sem guarda-chuva. Serve para preparar a terra para o plantio.”

Lima Verde ressalta que, diariamente, a federação repassa para os seus sócios as previsões. Consultamos vários institutos, inclusive o Antares do Uruguai. A vantagem é que a margem de erro é muito pequena. Nos Estados Unidos, se você quiser saber quanto que vai chover em 200 metros quadrados na sua propriedade é possível pegar esses dados pela televisão.”

As geadas e a chuva de granizo previstas com antecedência podem disparar ações preventivas, frisa o vice-presidente da federação. “Com três dias de antecedência é possível que o agricultor se defenda da geada que atinge o café e a horticultura. Para prevenir a chuva de granizo não há muito o que fazer.”

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