São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega boliviano, Evo Morales, assinaram ontem um acordo que prevê o investimento brasileiro de US$ 332 milhões, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), para a construção de uma rodovia entre as cidades bolivianas de Villa Tunari e San Ignacio de Moxos.
A rodovia será construída por uma empresa brasileira e terá 306 quilômetros, ligando os vales de Cochabamba e a Amazônia boliviana. A contrapartida da Bolívia será de US$ 80 milhões para a obra.
No futuro, a estrada também terá ligação com corredor interoceânico, cuja construção está prevista em um acordo assinado em dezembro de 2007, entre Lula, Morales e a presidente do Chile, Michelle Bachelet. A previsão é de que o corredor se estenda entre os portos de Santos e Iquique, no Chile, passando pela Bolívia.
Lula chegou às 11h50 (horário de Brasília) à base aérea de Chimore, na Bolívia, uma pequena localidade na região de Chapare, berço político de Morales. Depois de ser recebido na base aérea, Lula se reuniu rapidamente com presidente boliviano e depois seguiu para um estádio de futebol na localidade de Villa Tunari, onde cerca de cinco mil pessoas, de acordo com a polícia local, se aglomeraram para ouvir os dois presidentes.
A visita de Lula à Bolívia acabou se transformando em festa no reduto eleitoral de Evo Morales, que está em plena campanha para a reeleição. O estádio ficou tomado pelas bandeiras multicoloridas whipalas, símbolo do povo indígena boliviano. As eleições na Bolívia para a presidência do país e para o parlamento estão marcadas para o dia 6 de dezembro.