• Transporte de alunos
O prefeito de Bauru, Rodrigo Agostinho (PMDB), informou ontem ao JC que está fazendo tudo o que é possível para que a licitação da empresa que transportará os alunos seja rigorosa e evite empresas inidônias. Ele disse, inclusive, que consultou, além de seu jurídico, colegas prefeitos sobre o item de antecedentes criminais que o Tribunal de Contas vetou.
• Não esgotou recursos
Ninguém duvida que Rodrigo quer evitar a chegada de maus empresários. O que se questiona é a forma rápida como a prefeitura acatou a decisão do Tribunal de Contas, sem esgotar outros recursos, seja adiantamento, seja um telefonema ao presidente do TCE, contrato de emergência ou até mesmo a via do Judiciário.
• Conseqüências sérias
Ficou nítido que há seríssimas preocupações na cidade quanto à possibilidade já citada acima. Ninguém quer impor nada a Rodrigo. Apenas estamos insistindo no assunto porque Bauru tem a exata dimensão do que significa a vinda de empresas sem escrúpulos, algo que várias cidades sofrem ou já sofreram.
• Ministro 'seqüestrado'
Após receber o ministro das Cidades, Márcio Fortes, ontem, o prefeito literalmente “seqüestrou” a autoridade federal, levando-o a conhecer o viaduto inacabado, para o qual há emenda de R$ 25 milhões aprovada no Congresso Nacional. Só falta uma “canetada” do ministro, mas parece que são necessárias as bençãos de Dilma Rousseff.
• Um fato inesperado
E, sem querer, o subchefe de Assuntos Federativos da Casa Civil da Presidência, Alexandre Padilha, disse algo que o prefeito de Bauru não havia revelado. Rodrigo Agostinho pretende ir a Brasília na semana que vem assinar um documento que coloca Bauru entre as cidades habilitadas a emprestar R$ 50 milhões para o tratamento de esgoto.
• A cidade rejeitou
O prefeito age na contramão daquilo que ele mesmo discutiu durante alguns dias com a cidade, principalmente com a Câmara Municipal. Quando anunciou que pretendia fazer um empréstimo para o esgoto (contrariando posição da campanha eleitoral), houve reações contrárias a aumentar o endividamento da cidade, que já é grande. Ele debateu o assunto e disse que não haveria empréstimo.
• Dívida desnecessária
Além do mais, os bauruenses contribuem anualmente com R$ 12 milhões para que a despoluição dos rios da cidade seja efetuada. Se não rever a busca deste empréstimo, Rodrigo corre o risco de se isolar do entendimento da sociedade ao insistir em algo rejeitado. Certo que não é ainda um contrato de empréstimo, mas é a sinalização clara de que ele não desistiu de contrair essa dívida desnecessária.
• Contra “inchaço” 1
O presidente do diretório municipal do DEM, Dudu Ranieri, disse ontem que é contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que aumenta o número de vereadores nas Câmaras Municipais de todo País, aprovada pelo Congresso. Na opinião dele, está bom do jeito que está.
• Contra “inchaço” 2
“Não se mede a qualidade pelo número de vereadores”, afirmou. Ele incluiu o tema para ser discutido na reunião do partido do próximo dia 5. Por outro lado, acalmou-se a polêmica envolvendo a ida do militante demista Fábio Manfrinato para a Emdurb.