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Pais reclamam de espera longa por atendimento médico infantil

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

À espera, pais lamentaram a demora por atendimento médico no Pronto-Socorro do Bela Vista que, devido à gripe A (H1N1, a gripe suína) funciona provisoriamente como Pronto-Atendimento Infantil (PAI) em Bauru. A reportagem do JC foi procurada por pais revoltados com a longa fila e, ao chegar ao local, por volta das 14h30 de ontem, constatou que, apesar de haver dois médicos pediatras atendendo, a parte externa do posto estava cheia de pais com filhos no colo no aguardo.

O motorista Márcio Paulo Ferreira da Galho, pai de um menino de 1 ano e cinco meses, chegou ao PAI por volta das 9h30. O filho foi atendido, levado para o Hospital de Base para fazer alguns exames, retornou ao pronto atendimento mas, até às 14h30, nenhum médico havia diagnosticado ou verificado os exames do garoto. “Hoje (ontem) pela manhã tinha uma médica que trabalhava desde sexta-feira de manhã. É muita demora, não dá para entender o porquê do descaso”, afirma.

Revoltada, Jociane Mariana de Oliveira, tia de uma criança de dois anos internada no PAI desde a noite de sexta-feira, chamou a polícia. “É um descaso. Meu sobrinho desde ontem está passando mal, com febre alta e ninguém faz nada. Por volta da meia-noite de sexta, ele fez um exame de raio-x, mas o médico foi ver o exame apenas às 7h de hoje (sábado)”, conta. “Agora, ele vomitou tudo no chão e ninguém foi limpar. Está tudo sujo em volta da cama. O menino está muito mal e nenhum médico sobe para atendê-lo”, acrescenta.

Uma outra mãe, que não quis se identificar, estava com uma criança de menos de um ano no colo que não parava de chorar. Segundo ela, chegou ao PAI por volta das 11h, mas às 14h30 ainda não tinha sido atendida.

De acordo com Luiz Antônio Bertozo Sabbag, diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, quando falta de médico no PAI, ele é avisado com antecedência e ontem não recebeu nenhum recado. “Eventualmente a longa espera por atendimento é justificada pelo aumento no volume de pacientes que procuram por atendimento ou devido alguma emergência que o médico de plantão tem que atender. No geral, não estamos tendo problemas com o atendimento no PAI”, afirma.

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