Geral

Após anos de dor nas costas, pacientes retomam atividades

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

O técnico em biblioteconomia Ezequiel Pires da Silva passou os últimos dez anos sofrendo com as dores nas costas. Começou com uma “dor chata”, como ele próprio define, que foi aumentando até chegar ao ponto de não permitir que ele tivesse uma vida normal. Subir as escadas, só se fosse colocando os dois pés em cada degrau, bem devagar.

Na rua, ele não conseguia andar mais do que três quarteirões. Se insistisse, corria o risco da coluna travar. Acompanhar a esposa e filha nas compras no Centro da cidade, nem pensar. Enquanto as mulheres iam de loja em loja, ele esperava sentado. A dor tornou-se sua companheira inseparável. Ezequiel acordava e ia dormir com ela. E muitas foram as noites mal dormidas por causa do incômodo que sentia.

Ele não conseguia ficar muito tempo sentado nem muito tempo em pé. Quando precisava passar o dia sentado, participando de cursos, já sabia que no dia seguinte teria de ficar de cama para amenizar a dor. Funcionário da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, Ezequiel lembra-se de um ano em que teve de se afastar das suas funções por várias vezes. Somando o tempo que ficou em casa, foram cerca de quatro meses.

Passou por sessões de fisioterapia, osteopatia, hidroterapia, tomou medicamentos, fez infiltrações e o resultado era uma dor “mais suportável” por algumas horas. Depois, voltava tudo ao “normal”. Ele lembra que os exames não indicavam nada grave, mas o que fazer, então, para eliminar a dor insuportável? A resposta veio com a cirurgia minimamente invasiva. Ezequiel foi um dos pacientes de Bauru que passou pelo procedimento recentemente e, hoje, afirma que voltou a ter uma vida normal.

O mesmo aconteceu com Vilma Regina Claus Godiano, que estava prestes a cancelar uma viagem internacional por causa das dores insistentes que sentia nas costas. De nenhum jeito estava bom. Se ficava em pé, doía; se sentava, doía; se deitava, doía.

Quando soube da cirurgia minimamente invasiva, foi até Ribeirão Preto em busca de ajuda, mas o custo da viagem e hospedagem tornou o tratamento inviável. Quando a técnica passou a ser oferecida também em Bauru, ela decidiu arriscar novamente.

Satisfeita com o resultado, Vilma está de malas prontas para a viagem que havia desistido algum tempo atrás. Para evitar que a coluna volte a apresentar os mesmos problemas de antes, ela passa por sessões semanais de fisioterapia. Agora que a dor diminuiu, ela está trabalhando seu condicionamento físico e agindo preventivamente para evitar que o problema se repita.

Para a fisioterapeuta Brena Benjamin Montanha, essa é a atitude correta para aqueles que querem manter as dores nas costas bem longe de seu dia-a-dia. Segundo ela, a grande dificuldade em tratar o desconforto na coluna é que quando o paciente procura ajuda o problema já está em um estágio avançado. Por causa da dor que o paciente sente, fica praticamente impossível fazer algum tipo de exercício.

“Quando os pacientes nos procuram após um ou dois meses de dor diária os procedimentos com fisioterapia convencional conseguem um ótimo resultado”, diz ela. No entanto, a realidade é outra. “Normalmente, os pacientes chegam após dois anos de dor, quando não conseguem mais andar direito por causa do problema na coluna.”

A também fisioterapeuta Fabiana Pampani comenta que muitos recorrem às massagens para combater a dor nas costas. Segundo ela, quando o problema é de natureza muscular, a massagem resolve. Mas quando a dor é provocada por um desvio da coluna, hérnia de disco, compressão de canal, a massagem, além de não resolver, pode piorar.

Comentários

Comentários