O presidente da Associação de Moradores do Parque Santa Edwirges, Genival Francisco da Silva, distribuiu ontem aos vereadores da Câmara Municipal de Bauru um texto que questiona as providências tomadas pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) em relação ao episódio de possível irregularidade em processos licitatórios, que contaram com a participação da Walp Construções.
A empresa disputou no ano passado três obras contratadas pela prefeitura e que entregou declarações tidas como falsas apontando como responsáveis técnicos da Walp três servidores municipais. A presença deles como responsáveis ou sócios de empresas é vedada por lei. O presidente da associação questiona o fato do prefeito ter exonerado a diretora da divisão de licitações e que o corregedor cometeu grave erro, “já que os três funcionários públicos arrolados no processo é que deveriam em tese ser exonerados”.
O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou inquérito civil público para apurar possível irregularidade em processos licitatórios que contaram com a participação da empresa. O promotor Fernando Masseli Helene requisitou documentos relativos à sindicância administrativa instaurada na Corregedoria Municipal para analisar o caso.
De acordo com o texto distribuído aos vereadores, “é necessário que o prefeito, que em nome dessa mudança que por hora representa, termina o processo de transição e rompa de vez com o corporativismo, favorecimentos e mazelas do passado, pois do contrário responderá ele por fatos de maior gravidade no futuro, abreviando sua promissora trajetória política. À Câmara perguntamos: que medidas estão sendo tomadas diante dos fatos?”.