Regional

Polícia de Dois Córregos instaura inquérito para apurar denúncias de abuso sexual contra crianças

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Dois Córregos - A Polícia Civil de Dois Córregos (73 quilômetros de Bauru) instaurou inquérito policial para apurar denúncias de supostos abusos sexuais cometidos por um homem contra meninas de nove e dez anos. À princípio, teriam sido identificadas e ouvidas cinco supostas vítimas. O suspeito de praticar os abusos teve a prisão temporária decretada por trinta dias e está preso desde anteontem na Cadeia Pública de Barra Bonita.

De acordo com a delegada titular de Dois Córregos, Isabel Cristina Mazieiro Martignago, o inquérito policial corre em segredo de justiça, o que impede a divulgação de mais informações a respeito do caso. “Chegou uma informação para nós de que ele poderia estar abusando dessas crianças, foram feitas algumas diligências, as vítimas foram ouvidas e foi apurado que realmente ele poderia estar envolvido com a prática de abusos com relação a essas crianças”, informa. “Foi instaurado inquérito policial e estamos apurando os fatos”.

A delegada revela que o suspeito não possui nenhum parentesco com as supostas vítimas dos abusos sexuais, todas moradoras da cidade. “Essas crianças freqüentavam a casa dele”, conta. “Há alguns indícios de que ele viesse realmente abusando sexualmente dessas crianças. Como está correndo em segredo de justiça, ainda não foram tomadas todas as providências. Inclusive, o interrogatório dele ainda não foi realizado”.

O inquérito policial que poderá resultar no indiciamento do suspeito pelo crime de estupro de vulnerável, de acordo com alterações no Código Penal e Lei de Crimes Hediondos, que extingue a figura do crime de atentado violento ao pudor, igualando-o ao estupro, deverá ser concluído no prazo de trinta dias. Ao final do processo, a delegada poderá fornecer mais informações a respeito do caso como, por exemplo, a identidade do suspeito e o número de vítimas identificadas.

Advogado foragido

A Polícia Civil de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) solicitou a prorrogação, por mais trinta dias, da prisão temporária do padrasto da menina de 9 anos suspeito de abusar sexualmente da criança. Um advogado de 70 anos, também suspeito de praticar abusos sexuais contra a garota, continua foragido, apesar de a polícia ter decretado sua prisão preventiva no mês de agosto.

Segundo o delegado Marcos Jefferson da Silva, os dois suspeitos fazem parte de inquéritos policias distintos. No final de agosto, a Polícia Civil concluiu o procedimento instaurado contra o advogado, denunciando ele por estupro, atentado violento ao pudor e corrupção de menores. Já o padrasto da vítima teve sua prisão temporária concedida no dia 20 de agosto pelo juiz Mário Ramos dos Santos, da 2.ª Vara Criminal de Lençóis Paulista.

O delegado explica que os abusos sexuais contra a menina teriam sido praticados, inicialmente, pelo advogado, quando ela e seu irmão passaram a freqüentar a chácara do acusado para brincar com seus netos. A vítima e seu irmão eram ameaçados para que não revelassem a violência para ninguém.

O advogado do acusado, Joaquim Paulo Campos, chegou a solicitar a revogação da prisão e a concessão de habeas corpus em favor de seu cliente, mas os pedidos foram negados pela Justiça. Para justificar os pedidos, ele alega que seu cliente é impotente sexualmente.

No início do ano, segundo o delegado, quando a mãe da menina passou a trabalhar fora e a deixar seus filhos em casa, o padrasto teria, então, passado a cometer os abusos sexuais contra a enteada de forma continuada. O caso tramita em segredo de Justiça, já que a vítima é menor da idade.

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