Polícia

Menino de 13 anos é flagrado ao passar 15 trotes nos bombeiros

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

Mais de 15 trotes em um único dia. Em todas as ligações, a história era a mesma: o menino pedia ajuda para apagar o incêndio em uma residência. Mas a brincadeira do garoto de 13 anos não terminou bem. No início da tarde de ontem, ele foi pego em flagrante, em um orelhão na quadra 1 da rua Carlos Rafael Vendramini, na Pousada da Esperança 2, enquanto contava mais uma de suas mentiras para o Corpo de Bombeiros.

O soldado Gabriel Alves Lima, do Corpo de Bombeiros, conta que após diversos trotes - em um único dia foram 15 ligações -, a equipe resolver verificar de que telefone era feita a brincadeira. Na tarde de ontem, quando mais uma vez o garoto ligou para pedir ajuda, o atendente passou a conversar com o menino, enquanto uma equipe que estava na região foi até o local verificar quem passava o trote.

Quando chegaram ao local, o menino foi pego em flagrante enquanto conversava com um bombeiro pelo telefone. Para atender o caso, a Polícia Militar (PM) foi chamada. “Abordamos o menor e fomos em busca de seus pais. Ele passou três diferentes endereços para a equipe, mas em nenhum deles foi encontrado um responsável”, conta o soldado da PM Paulo Soares de Souza. “Então, a assistente social foi acionada e ela ajudou na busca dos responsáveis pelo garoto”, acrescenta.

Os pais do menino foram encontrados no final da tarde. Segundo o soldado Lima, as ligações do menor estavam atrapalhando o trabalho dos bombeiros, já que apenas uma pessoa atende os telefonemas de emergência. “É um atendente e vários ramais. Quando ele está ocupado, a pessoa que liga tem que aguardar para ser atendida. Inclusive, disse isso para o menor”, conta. “Imagina se uma mãe liga desesperada com o bebê engasgado. Nós temos 45 segundos para o bebê parar de respirar e três minutos para o coração parar de bater. Já imaginou se ela tenta ligar e a linha está ocupada com trote? Isso é sério”, complementa Lima.

O menor foi encaminhado para a Delegacia da Infância e da Juventude (Diju). O nome dele está sendo preservado em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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