• Comando do DAE
O advogado Rafael Ribeiro está com dificuldades de controlar parte do pessoal no DAE. A situação é fato concreto dos comentários da chamada "rádio-peão" (o que circula entre os servidores operacionais) e nas repercussões no terceiro andar do Palácio das Cerejeiras. Em conversas mais reservadas, o comentário é que Ribeiro está fragilizado por não ter voz de comando ou ser refém de circunstâncias.
• 'Primeiro ministro'
E o pior é que Rafael Ribeiro tem conhecimento da encruzilhada que ele próprio criou. Ontem, depois de o presidente não ter sido encontrado nas principais salas da autarquia na quinta e sexta-feira, o comentário era de que o caminho era mesmo procurar o "primeiro ministro" do DAE, Wilson Dionisio. Este teria, inclusive, as bençãos do prefeito, que está em Bogotá, na Colômbia.
• Na conta do PR
A questão central, em termos de distribuição dos cargos no governo municipal a partir do resultado da eleição de 2008, é que o fracasso (ou o êxito) no comando do DAE tem de ser creditado diretamente na conta do PR, dirigido pelo secretário Municipal de Saúde, Fernando Monti. Se Rafael Ribeiro não assumir as rédeas do DAE, será o segundo fracasso das indicações do PR. A primeira foi o engenheiro elétrico Paulo Campanha.
• Santo de casa...
O ditado popular de que “santo de casa não faz milagre” poderia facilmente ser trazido à discussão no debate sobre o grandioso projeto de implantação de ciclovias e ciclofaixas em Bauru, programa defendido junto ao governo de Rodrigo Agostinho pelo tucano Fernando Mantovani. É que as experiências na área no Rio de Janeiro e em Curitiba (PR) poderiam ser nossos modelos. Mas a Colômbia foi a que acabou sendo o alvo de referência da governança local.
• Cartilha da política
O eventual candidato a presidente da República pelo PSB, experiente, inteligente e colérico deputado federal Ciro Gomes, deve desembarcar hoje em Bauru para o encontro regional do partido trazendo na bagagem a missão previsível de chamar “para a briga” o governador paulista José Serra (PSDB). Polarizar com Serra é o caminho esperado (pelo PT, inclusive). Discutir o projeto de Nação, quem sabe, fica para 2010. Este debate, nem o tucano nem Ciro podem ter tempo de fazer.
• Discussão socialista
Mas seguindo a tradição das contradições do debate político e da máxima que em política também “nada se cria, tudo se transforma”, o encontro do PSB de hoje, na Câmara Municipal de Bauru, pode revelar novo desconforto no comando da legenda. Pedroso Júnior estaria, outra vez, descontente com o secretário de Cultura, Pedro Romualdo, presidente da Comissão Provisória. É como rever um filme....
• Recordação política
Em 2002, o então candidato a presidente da República pelo PPS, Ciro Gomes, não titubeou e respondeu a impropérios vindos de três jovens tidos como do movimento de extrema esquerda, que provocavam o ex-governador do Ceará do fundo do Teatro Municipal de Bauru. Ciro, ao lado do falecido deputado federal João Herrmann (PPS) - que usava uma tala no braço esquerdo - desferiu palavrões e, em resposta, chamou os protestos dos jovens de “ação de baderneiros”.