Em audiência realizada ontem na 4.ª Vara Criminal de Bauru, dois dos quatro universitários denunciados por tentar furtar, há um ano, uma estátua do Bauruzinho instalada no Parque Vitória Régia, decidiram aceitar a proposta de suspensão condicional do processo oferecida pelo Ministério Público (MP).
Desta maneira, conforme prevê o artigo 89 da lei número 9.099/95, Paulo Octávio de Azevedo e Rafael Rodrigues de Oliveira terão seus processos extintos após dois anos e voltarão a ser réus primários se cumprirem uma série de condições. Dentre elas, a reparação do dano (salvo impossibilidade de fazê-lo), a proibição de freqüentar determinados lugares, de sair da cidade por mais de 15 dias sem autorização judicial, além do compromisso de comparecer pessoalmente em juízo a cada dois meses.
Os outros dois universitários, Willian Massao Obata e Marcelo Henrique Furini, também deverão participar de audiência semelhante em suas cidades de domicílio, em Batatais (SP) e Belo Horizonte (MG). O encontro, entretanto, ainda não foi agendado.
De acordo com Evandro Dias Joaquim, advogado que representa os estudantes, a tendência é que eles não aceitem a proposta do MP e prefiram responder ao processo penal por acreditarem em sua inocência. “A tese que deve ser sustentada é de que o Bauruzinho não tinha dono na época, porque ainda não tinha sido doado à prefeitura e foi abandonado em praça pública pelos seus proprietários (os empresários Jad Zogheib e Fernando Mantovani)”, resume.