• Vai e volta
Com o pedido de desfiliação do DEM de Dudu Ranieri, o vice Jair Lott Vieira chegou a quase ser, por algumas horas, o comandante interino do DEM, ontem. Dudu Ranieri estava em São Paulo, praticamente com a caneta na mão para assinar sua filiação ao PSC, porém desistiu. Com isso, volta tudo como era antes. Ranieri pediu para tornar sem efeito seu pedido, retomando seu posto de cacique demista.
• Último vôo
A angústia de Dudu em buscar abrigo em uma legenda de menor expressão foi a mesma de muitos outros militantes, de diferentes partidos. Para ser deputado pelo DEM, PSDB, PMDB e PT é preciso gastar mais de milhão com campanha e, ainda assim, arriscar tudo para tentar ter mais de 100 mil votos. Senão, fica na fila e não é eleito. Pelo tempo na lida política, Dudu achou que ou ia agora ou nunca mais.
• Só agora...
Rodrigo Agostinho (PMDB) teve de ouvir ontem, em reunião na Cohab, a crítica de que só agora, na véspera do vencimento de mais uma dívida, seu governo vem pedir aos vereadores para aprovar uma operação financeira para salvar a cidade de parte de um problemão: a execução imediata de R$ 177 milhões pelo FGTS, de um total de R$ 398 milhões que a Cohab deve até 2020.
• Perguntas
Se sabia da dívida desde 1.º de janeiro deste ano (se não sabia é pior ainda), por que não a discutiu com a Câmara e a sociedade antes?, questionaram alguns vereadores. Como fazer um financiamento de milhões para o PAC do esgoto se há essa dívida monstruosa a pagar, fruto da irresponsabilidade de outros governantes?
• Endividados
Para que o bauruense não fique totalmente frustrado em ver a cidade tendo de pagar a conta de outros brasileiros-paulistas, é bom listar que só esta primeira continha que o FGTS está executando contra a Cohab e a prefeitura local tem R$ 40 milhões de moradores de Marília, R$ 19 milhões de Botucatu, R$ 22 milhões de Votorantim, R$ 8,8 milhões de Tanabi, R$ 7,2 milhões de Pereira Barreto, R$ 9,6 milhões de Agudos e R$ 18,4 milhões de Barretos.
• Ficha limpa
Questionado por que a Cohab-Bauru não tentou a compra de títulos quando os R$ 62 milhões de resíduos habitacionais venceram em julho do ano passado, o presidente Gasparini Júnior lembrou que, naquele instante, Bauru permanecia no cadastro de inadimplentes da União. E as normas do FGTS impedem operação com quem deve. A ficha limpa da prefeitura só foi conquistada em dezembro de 2008.