Pequim - Um desfile dos mais modernos equipamentos militares da China, envoltos numa estética do comunismo dos anos 50, marcou os 60 anos da chegada dos comunistas ao poder.
Houve mais gente desfilando -8.000 soldados e 90 mil estudantes e funcionários públicos - que assistindo - uma platéia de 10 mil convidados, entre membros do Partido Comunista, embaixadores e jornalistas.
A população foi proibida de assistir à parada militar. A mídia estatal sugeriu que os chineses vissem o desfile “no conforto do lar”. A avenida da Paz Eterna foi bloqueada, e moradores foram proibidos de ficar nas varandas ou deixar janelas abertas.
As ruas foram isoladas por cordões formados por militares. A reduzia plateia vip viu dezenas de tanques de artilharia antiaérea, mísseis terra-ar e navais e um míssil balístico antinavios, enquanto caças, bombardeiros e helicópteros sobrevoavam o centro de Pequim.
Cerca de 50 mil crianças, que passaram a madrugada na praça da Paz Celestial para a apresentação, formaram um telão humano, formando ideogramas com slogans como “sociedade harmoniosa’’, “união proletária’’ e “lealdade ao partido’’.
Pela televisão, estima-se que 400 milhões de chineses assistiram à parada. Ao mesmo tempo, todos os sons de discagem de celulares do país foram substituídos nesta semana por uma canção patriótica em homenagem aos 60 anos da República Popular.