Quando a ex-telefonista Sandra Helena Barbosa de Andrade soube que havia sido nomeada para trabalhar em Bauru, ela não fazia a mínima idéia do que iria encontrar pela frente. “Eu imaginava que aqui ainda tinha vaca. Era uma cidade totalmente desconhecida para mim”, lembra.
Andrade veio para trabalhar como técnica administrativa no Ministério Público Federal. Natural de São Paulo, seu último emprego foi em Guarulhos. Lá procurou se informar com alguns amigos sobre Bauru e disse que ouviu apenas bons relatos da cidade. Ela pensou em ficar um tempo e, se não gostasse, pediria transferência.
No entanto, Andrade conta que quando ela chegou aqui as impressões foram as melhores possíveis. Achou a cidade simpática, com aquele jeitão de município pequeno, onde as pessoas ainda se interessam pelas outras.
No início, ficou um tempo morando em um quarto de hotel, mas logo trouxe o filho de 5 anos para morar com ela e foram procurar um outro lugar para ficar. A adaptação dos dois à cidade foi rápida.
Andrade procurou uma escola para matricular o filho e ficou feliz da vida ao saber que o sistema adotado permitia que as crianças crescessem juntas, na mesma sala. “Em São Paulo não tem isso. Cada série é feita em um lugar diferente”, comenta.
Segundo a técnica administrativa, essa valorização do relacionamento humano foi uma das coisas que ela mais gostou de Bauru. “As pessoas se importam, ainda se envolvem. E isso não pode desaparecer. A gente se foca muito no material e esquece o principal, que é ser feliz”, diz.
Andrade lembra que, assim como em todo lugar, aqui também existem moradores antipáticos e egoístas, mas a população, de uma forma geral, ainda não foi contaminada por esse mal. Ela diz que depois de dois anos na cidade, já se considera uma bauruense e está, inclusive, comprando casa por aqui.
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Escolha acertada
Andréa Frasson Fernandes era professora de informática em Santa Cruz do Rio Pardo. Em 2005, quando já tinha esquecido o concurso que havia feito quatro anos antes para técnico bancário da Caixa Econômica Federal, ela foi chamada. Tinha uma vaga para ela em Bauru. Na época, já era casada.
Como o marido Ednilson era professor do Estado, ela veio pensando em se valer de um benefício do funcionalismo público que permite aos casais trabalharem na mesma cidade. Andréa pensava em voltar à sua cidade, onde o marido ficou morando. Ela viajava todo fim de semana. No começo, até dá para encarar, mas com o tempo fica cansativo. Fernandes ficou nessa vida durante um ano. Foi tempo suficiente para seu coração ser conquistado.
“Gostei tanto de Bauru que quem pediu transferência foi meu marido”, conta. Para a bancária, foi uma escolha “superacertada”. Segundo ela, as facilidades oferecidas pela cidade, como farmácias e supermercados abertos até tarde da noite, entre outras, fizeram com que mudasse de idéia.
O marido também gostou daqui e o casal não pensa mais em ir embora. Pelo menos não por enquanto. “Nós não sabemos o que o futuro nos reserva, mas a nossa vontade é ficar.”