Na noite de sexta-feira, pude assistir ao show de um querido artista, Almir Sater, um violeiro talentoso, representante ímpar da excelente música do Mato Grosso do Sul. Como sempre, ele foi simpático, humilde e carinhoso com seus fãs. Não podemos dizer o mesmo da casa de shows de Bauru que o recebeu, a Dolce. Elencarei “apenas” alguns problemas apresentados:
- A casa de shows não disponibilizou ingressos com o valor de meia-entrada para estudantes, idosos e professores da rede pública. Um desrespeito total às Leis Estaduais 7.844 e 10.858 e ao Estatuto do Idoso. Funcionários da bilheteria me informaram que não tinham disponíveis esses ingressos, pois não tinham recebido nenhuma orientação a esse respeito de “seus proprietários”. Infelizmente, nessas situações, desculpas como “o preço já era promocional” são apresentadas por empresários que não têm o mínimo de respeito com o público e o consumidor. Como já me informei, a empresa, no caso de não cumprimento da lei, tem como obrigação restituir o valor de 50% do ingresso aos que foram lesados.
- As cadeiras oferecidas ao público eram extremamente desconfortáveis, colocadas grudadas umas às outras, sem espaço algum para um movimento mínimo que fosse. Para espanto de diversos espectadores, a mesma cadeira vergonhosamente desconfortável foi oferecida ao cantor, que mal cabia naquela estrutura gélida e dura.
- O show tinha horário marcado para 22h e só começou às 24h, somente depois de muito protesto de diversos fãs que estavam irritados com a demora, com a falta de conforto e com a pouca ventilação do ambiente.
- Também ocorreram problemas com o som, caixas de retorno, queda de telão...
Da nossa parte, bauruenses que prestigiam eventos culturais, só temos que lamentar situações como essas, mas da parte desse tipo de “produtores de eventos” esperamos retratação, qualidade de serviço e honestidade nas relações com o público. Almir Sater, obrigada por vir. Sua voz sempre engrandece qualquer lugar! Esperamos sua volta em lugares que recebam você em condições melhores!
Lucinéa Marcelino Villela - docente universitária