Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Sem pressa

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) abordou ontem que não enviou a toque de caixa o projeto que pretende buscar autorização para que o Executivo licite concessão da exploração do biogás no aterro sanitário. O projeto tem estudos iniciados ainda em 2005 e chegou no início do ano na Câmara.

• Receita do gás

Para o prefeito, o projeto pretende apenas aproveitar a receita que o gás depositado no aterro produziria por pelo menos 10 anos, com estimativa da administração ter pelo menos R$ 20 mil mensais com a medida. Ele não vê possibilidade de ganhos milionários com os créditos de carbono decorrentes da operação.

• Proposta aberta

Por outro lado, Agostinho comenta que não vê problemas em discutir com o Legislativo um percentual mínimo de retorno do crédito de carbono que seria obtido pela concessionária que explorar o serviço no futuro. “A proposta é para fazer a licitação exatamente pela melhor oferta. Quem der mais crédito de carbono e pagar maior preço para explorar o gás leva. Mas isso não gera milhões e a negociação de créditos vai deixar de existir logo”, conta.

• Gangorra de gestão

O secretário Municipal de Administração, Renato Gragnani, pode não gostar, mas as estimativas de custos para serviços na sua pasta são uma verdadeira gangorra. E o perigo é que o pêndulo escolhe lados diferentes de acordo com o objeto. Na outorga das linhas dos coletivos, o valor mínimo exigido das empresas ficou lá embaixo, já no transporte escolar a previsão foi lá para cima.

• Revelação do GPS

Agora, na contratação de serviço eletrônico de controle de linhas do transporte escolar, o serviço batizado de GPS, a projeção voltou a ficar distante do real. A administração buscou no mercado referências que apontaram para despesa mais de três vezes acima do pregão. O secretário pode argumentar que pregão é assim mesmo, que a acirrada disputa pode fazer um preço despencar. Mas que a gangorra balança diferente de acordo com o freguês, isso balança!

• Honorário da discórdia

Está sobre a mesa do presidente do DAE, Rafael Ribeiro, uma guia de depósito que beneficiaria, na maior parte, dois procuradores da autarquia com o acesso ao bolo de pouco mais de R$ 400 mil a título de pagamento de honorário em execução de ação de cobrança de antigas contas de água, cobradas da própria prefeitura. A gorda remuneração pela atuação nos processos está causando revolta dentro e fora da administração municipal.

• Honorário intragoverno

O curioso é que Carlos Eduardo Ruiz e Celso Wagner Thiago, procuradores do DAE, não fizeram muita questão de esclarecer ao presidente do DAE sobre o tamanho da liberação da guia. Ao se deparar com o depósito de R$ 400 mil, da prefeitura para o DAE, o presidente Rafael Ribeiro decidiu abrir procedimento para ver o efeito que o ato tem sobre a lei municipal que proíbe pagamento de honorários em ações entre órgãos do governo. O juiz mandou depositar os R$ 400 mil na conta do DAE e lá está a bolada...

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