• Vem a desapropriação
O Executivo tem chances de publicar o novo decreto de declaração de utilidade pública do prédio da estação ferroviária neste sábado, no Diário Oficial de Bauru (DOB). Depois, para efetivar a compra do imóvel, a prefeitura vai precisar que a Câmara confirme o retorno de R$ 3,5 milhões do orçamento da Casa para o Palácio das Cerejeiras, para a concretização da compra.
• Sem financiamento
A Secretaria Municipal de Obras pode ser contemplada com a aquisição de algumas máquinas, essenciais para dar fôlego a suas demandas operacionais, sem financiamento. Como a palavra financiar significa endividar, o prefeito estuda uma distribuição orçamentária para equipar o mínimo necessário. Eliseu Areco Neto tem vontade e disciplina para resultados, mas precisa de ferramentas e mão-de-obra. Pode sair uns R$ 2 milhões para esta finalidade.
• Está no TCE e MP
E como era de se esperar, o escandaloso preço praticado pela Emdurb para prestar o serviço de medição do transporte escolar foi parar no Ministério Público (MP) e retorna com ênfase para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), onde já há apuração do tema. A gestão de Tuga Angerami já estava sob a mira da discussão e agora a de Rodrigo Agostinho também terá de se explicar.
• Sete vezes maior
A revelação pelo JC, na edição de ontem, de que a nova licitação aponta que o custo atual praticado pela Emdurb é sete vezes maior que o ofertado pela empresa que vai instalar o GPS nas rotas, saltou aos olhos, causou azia e calafrios por diferentes repartições da administração local. E não é o único serviço em que a Emdurb abertamente cobra muito mais caro que o mercado. Vide funeral assistencial, gerenciamento de cemitérios e outros.
• Descaminho do ofício
O vereador Gilberto dos Santos (PSDB) não foi feliz na tentativa de justificar sua ausência na audiência pública que pretendeu discutir o funcionamento do comércio aos domingos, realizada ontem à noite na Câmara. O plenário lotado ouviu a leitura de ofício de Giba informando que não compareceu porque estuda no horário. Mas a faculdade que ele freqüenta não abriu as portas ontem, pois era Dia do Professor.
• Efeito da rotatividade
Agravado pela despolitização, a discussão entre os comerciários e o próprio sindicato que os representa não é nada fácil. Parte das dificuldades na compreensão de temas, como o polêmico horário de funcionamento das lojas, ocorre pela alta rotatividade. De janeiro a dezembro de 2008, o comércio teve 13.905 admissões, mas também registrou 12.458 desligamentos.
• Entrada e saída
Isso significa que no comércio as alterações de mão-de-obra representam elevados 75% do universo total. Com tamanho índice de mudança nas carteiras de trabalho, em curtos espaços de tempo, o sindicato não consegue conversar com o mesmo trabalhador depois de dois meses. Abriu o tema, o funcionário já foi embora ou trocou de emprego, muitas das vezes para outro setor (operário de indústria).