Política

PSDB vê conotação eleitoral e minimiza queixas endereçadas ao governo estadual

Por Fábio Zambeli | Da APJ, especial para o JC
| Tempo de leitura: 1 min

O PSDB trata a Marcha Paulista, programada para novembro, como um movimento de conotação política e sem qualquer fundamentação sob a ótica administrativa.

Para os tucanos, o governo de José Serra (PSDB) trata as prefeituras com ‘absoluta isonomia’, sem distinção de matiz ideológico, e atende a todas as exigências legais relativas a transferências de recursos, o que não deixaria margem para qualquer manifestação de cobrança.

“Só o fato de ele (Emídio de Souza) ser pré-candidato a governador ou a vice já mostra que é um evento meramente político”, afirma o líder da bancada governista na Assembleia Legislativa, Vaz de Lima (PSDB).

Segundo o parlamentar tucano, os repasses estaduais estão ‘rigorosamente em dia’. “Está tudo dentro do que a legislação prevê, (a marcha) é um movimento sem qualquer embasamento. Os prefeitos deveriam, sim, se organizar para ir a Brasília cobrar do governo federal que seja colocado em dia o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Este, sim, está atrasado”, acrescenta Vaz de Lima.

Para o líder da base aliada no Legislativo, a movimentação dos prefeitos petistas é uma tentativa de criar ‘firula’. “Aqui em São Paulo não tem o que cobrar. Nunca se investiu tanto nos municípios como hoje”, afirma, recorrendo a bordão similar ao ‘nunca antes neste país’, repetido à exaustão pelo presidente Lula.

Segundo o deputado, apesar disso, o governo está aberto ao diálogo. “Não temos dificuldade em discutir. São 15 anos de governo do PSDB no Estado e com o total respaldo popular. Eles (petistas) que se preocupem com os problemas internos que têm.”

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