Geral

Secretário insiste na municipalização

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 3 min

O secretário municipal da Saúde, Fernando Monti, afirma que Bauru enfrenta um grave problema para conseguir leitos hospitalares. Segundo ele, o município é tão vítima do impasse quanto os pacientes e seus familiares, já que o gerenciamento dos leitos é feito pelo governo estadual.

“Não gerenciamos os leitos hospitalares. Atualmente, por questões históricas de gestões anteriores, o município está bastante atrasado em termos de municipalizar os serviços. A Associação Hospitalar de Bauru, por exemplo, que tem leitos e um atendimento eminentemente de caráter municipal, já deveria estar municipalizada”, explica.

“Queremos avançar com isso. Não significa que vamos tornar os serviços públicos da administração direta, mas precisamos atuar na compra do serviço, na relação com esse sistema por meio do município”, acrescenta Monti.

Ele explica que quando um paciente dá entrada no PSC e é detectada a necessidade de internação hospitalar, é feita de imediato a solicitação. “Mas a resposta de que não fazemos essa solicitação, por parte do hospital, se repete. Essa é uma justificativa comum”, afirma.

O PSC trabalha com escala de quatro médicos clínicos, um cirurgião e um ortopedista, diariamente. “Mas, muitas pessoas vão ao Pronto-Socorro por falhas nos pontos do sistema mesmo, como dificuldade nos bairros nas Unidades Básicas de Saúde. Então, muitos casos que não precisariam estar no PS, acabam desembocando lá. Isso sobrecarrega o atendimento”, revela.

Além disso, houve o afastamento de médicos que disponibilizavam muitas horas ao PS - um adoeceu, outro se aposentou e um profissional pediu desligamento. “Por isso, estamos fazendo um chamamento de todos os médicos da Secretaria da Saúde para cobrirem as escalas de atendimento. Às vezes a escala não está sendo completa e tem tido dificuldade”, acrescenta.

O secretário também afirma que há interesses políticos no descaso do PSC. “Eu também detectei algumas situações em que funcionários incitaram pessoas a determinados atos, contrariadas talvez com o secretário municipal da Saúde ou com a Secretaria. planos de cargos e salários. Vejo uma movimentação política nesta situação”, assegura.

“Inclusive na falta do equipamento para a senhora (que teve alta médica ontem). Eu tenho gasto uma quantidade grande de recursos na manutenção da frota de ambulâncias, que é para elas estarem em ordem. Lamento muito tudo isso como secretário”, afirma.

“Estou aberto para conversar no sentido de melhorar a saúde. Acho que há enormes carências na Secretaria, vamos levar muito tempo para recuperar isso, mas ela tem planos consistentes. Hoje tenho dúvida se a quantidade de pessoas interessadas em ter um sistema organizado não é menor do que a quantidade de gente interessada em ter um sistema desorganizado”, desabafa o secretário.

____________________

Hospital Estadual

Por meio da assessoria de imprensa, o Hospital Estadual informou que não foi feita a solicitação por um leito para Thales Rodrigues dos Santos, 19 anos. Já para o caso de Darci Severino, o hospital informou que a solicitação foi feita, mas no dia 1º a instituição informou que não tem como atender o paciente, porque não possui médico na especialidade, já que é uma área na qual não atua.

Já em relação a vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o Hospital Estadual afirma não tem vaga nem em Bauru e nem na unidade de Promissão. Atualmente, há sete pessoas na fila por um leito no local.

Comentários

Comentários